
reflexos de vida no silêncio espelhado da água. fragas de vidro em descontinuidades do olhar ...
domingo, abril 29, 2007
sexta-feira, abril 27, 2007

Fim-de-semana pela frente, mudança de residência e a destabilização sempre em crescente avolumar!
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
sábado, abril 21, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007

ninguém me ama
vivo solta
nas redes que construo
num silêncio de mar e vento
vou e venho
como um lamento
chamando pela menina
que não vem.
Procuro-a no fundo
das altas paredes
que construí
com ventosas de dor
suporto o esforço
do trilho gasto
corroído pela humidade do tempo
escorrego nas vertentes
gastas pelo desalento
nas fendas profundas
cravo minhas mõas
num desespero
volta menina
levas no cabelo
os anos dourados
que nunca tiveste
que sempre sonhaste
como uma lua prenhe
que incha na noite
e ilumina o caminho dos desamparados.
segunda-feira, abril 16, 2007

Hoje é Dia Mundial da Voz. Usamo-la a cada instante e não lhe dedicamos a mínima atenção até ao momento que percebemos que alguma disfonia nos ataca. Instrumento de trabalho para muitos. Para mim. Postal de personalidade, amostra do bem estar físico e psíquico do indivíduo. Ansiedade, stress, afectividade, sedução, sensualidade,alegria...e ela muda na intensidade, no timbre, no volume, na melodia. Expressão corporal de alta definição, num misto de cordas, músculos, respiração, postura. Aprender a colocá-la, ouvi-la, regar amiúde as pregas sonoras, fugir de ambientes poluídos e refrigerados, subtrair o tabaco e o álcool, é gostar da voz que temos, preservá-la.
domingo, abril 15, 2007
sábado, abril 14, 2007

Quando for grande!...quis ser polícia, quis ser bombeira, quis mudar o mundo e acreditei demais, quis ser pintora, e pinto com a língua de fora assim como das mãos o talento, quis ser escritora, e escrevinho, quis ser actriz, e fui, quis ser professora, e sou, quis ser veterinária... e adoro animais.
Não é verdade que quanto mais conheço as pessoas mais goste do meu cão. Mas o meu cão é uma das minhas paixões assolapadas que incondicionalmente aceito. Deixo de fazer férias para tratar dele, chorei amarguras quando o vi agonizante, compro-lhe a melhor ração, escovo-o mais vezes por dia do que me penteio a mim, falo com ele como se me entendesse o uivar, espreito-lhe o dormir quando me levanto na calada da noite, aconchego-o nas noites frias, sinto-lhe os suspiros num murmúrio suave de arroubo, embalo-me na ternura que lhe tenho e ele corresponde naquele jeito de gigantão de olhos doces no afável desconhecimento do poder dos seus setenta quilos, que eu abraço e que me derrubariam num abrir e fechar de olhos. Mas ele pestaneja e senta-se como um bebé e aninha-se aos meus pés e guarda-me das tristezas e anima-me os afectos.
Queria muito que tivesse descendência. Duma tentativa frustrada no Verão passado, por cio mal parido, chegou a hora de ter visitas em casa. Tem sido a loucura! Uma Browny toda vivaça invadiu-lhe o espaço. E se a princípio ele tinha ciúmes dos donos e a ela não podíamos dispensar atenções é agora a ela que ninguém pode chegar por ser pertença sua. Não param o dia todo, não há água para tanta sede, que estas coisas do amor precisam de ser regadas para serem bem saboreadas.
Só que há um grave problema!Ele pega-a de cernelha, pela cabeça, por onde deve, a ditosa receptiva faz-lhe o mesmo como a ensiná-lo, mas a diferença de tamanho aqui dita sentença. Uma diferença de cinquenta quilos impede a consumação do acto.Já o ajudei, empurando-o, mas ela cai de focinho. Pois se ela não pode com ele, se o animal tem o dobro do comprimento dela por mais apetrechado que ele seja, a coisa não pega, falta-lhe uns três danoninhos para lhe chegar.
Já sei!, amanhã, este vai ser o seu pequeno-almoço!
quinta-feira, abril 12, 2007

Aos poucos que passam por este beco que na lezíria do Tejo faz poiso, ficam as culpas assumidas e as desculpas desejadas.
sexta-feira, abril 06, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007

A chave do amor
O ninho de cegonhas, ao alcance da vista, era promessa de fecundidade certa. Adulto, vacinas em dia, exemplar de peculiar formusura inscrita nos genes e acentuada pelos desvelos de que sempre fora alvo durante a sua afortunada existência, ali estava ele, madrugando docemente com especiais cuidados e enlevos para aquela hora da manhã.
Entre espreguiçadelas e beijos, se ia retirando as remelas insistentes, o cerume pastaso que dos ouvidos faz leito, mas com tanto aprumo, que do equilíbrio se despegava com tonturas prazeirosas e esgares de boca e de olhos que assentavam mal a quem a corte se prepara para fazer.
Despegado da alta costura e em nada necessitando dela, pelo ditoso e abençoado corpo, deu-se lustro ao polido fato, bem escovado de poeiras e de algum pêlo desdenhoso de seu dono. Um pouco de exercício para desentorpecer, necessidades matinais feitas com os descuidos repisados a que se habituara, refeição ligeira para dejejum rápido e, estava pronto a receber a menina que os seus olhos haviam de amar.
A meio da manhã, chega a bendita e esperada criatura. Alta, esguia, morena de olhos e de penugens, dócil no trato, sem ar de pêlo na venta, mas demasiado tímida nas relações, para quem apresenta pedigree de tão alto gabarito.
Ele bem tentou e a tentou, com tudo o que a sua curta experiência nestas coisas do amor, lhe permitia fazer. Mas ela nada. Fugidia. Receosa. Dada a namoros com vadios de desmérito... e agora isto!
Perdeu a cabeça! Possante como é, não desperdiçou esforços para dela se aproximar, não obstante ouvir as recomendações de que devia ser paciente e comedido. Mas depressa deixou de escutar quem quer que fosse, já com o engodo erecto e a lábia que Deus lhe deu. Arreganharam-se os dentes, coisa feia de se ver em seres de origem e porte finos, e lá se acalmaram os ânimos, levando cada um para seu lado entre consolações e promessas de dias melhores. Mais receptivos. Este era o primeiro encontro e nada havia a temer!
Nesta coisa do amor, os géneros ditam diferenças, como se sabe. Se eles são dados a intimidades sem precisão de prelúdios, elas requerem envolvência, romantismo, cumplicidades consolidadas e com provas de afecto, que justifiquem o acto.
A chave do amor não se encontra facilmente! Não se abre o coração de uma donzela, por canina que seja, com um " Ó pra mim que sou lindo! Olha o que estás a perder!".
Pois bem!Em mim, das cegonhas fica o mito. Ainda não foi desta que o meu cão conseguiu acasalar, mas guardado está o bocado para quem o há-de comer!
(escrito em Agosto de 2006)
terça-feira, abril 03, 2007
sábado, março 31, 2007
segunda-feira, março 26, 2007

Dos "grandes portugueses" fica esta imagem, que não constava da lista por ser de um colectivo impróprio para o concurso, mas que por inerência determinava o vencedor. As características que mais o empobrecem reveêm-se no resultado: dados viciados, a astúcia baixa, o jogo de sapa, a sacanice, a ausência de brio interventivo, a deseducação e o sarcasmo como resposta. Acredito que este é um resultado pouco elucidativo da real escolha dos portugueses, mas é um péssimo indício para o estado da democracia portuguesa. A esta hora da madrugada a esperteza saloia parece-me ainda mais repugnante! Sem pingo de glória.Fica o mérito de se ouvir falar da nossa história numa televisão vazia de conteúdo pedagógico.
quinta-feira, março 22, 2007

Somos realmente muito bons no aconselhamento, no delinear de estratégias, no planeamento das curvas e contracurvas dos trilhos alheios e, na nossa seara, medimos milimetricamente o terreno, perscrutamos a cartografia interna com olhares que invadem as vísceras dos sentimentos e, atolados em entranhas remexidas, esperamos o sinal de partida para um fim.
E se os fins fossem os princípios? Esquecemo-nos que chegado um fim entramos num começo. Que adrenalina maior terá algo acabado de começar! Mas é entre o fim e o começo que existe aquele vácuo, aquele soco que sufoca, em que sistemas simpáticos e parasimpáticos se atropelam e nos sentimos ambulantes da vida.
terça-feira, março 20, 2007

sexta-feira, março 16, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
Da cidade

A iniciativa surge associada à campanha de cartazes que uma associação tem vindo a promover em várias cidades portuguesas e que apelam ao voto em D. Afonso Henriques no programa da RTP "Grandes Portugueses" e a qual a autarquia decidiu apoiar (nomeadamente facultando os placards).
"Ele lutou pela nossa cidade, vamos lutar por ele", é a frase que nos últimos dias encheu alguns painéis da cidade, além de os jornais locais terem incluído encartes dedicados a D. Afonso Henriques, multiplicando o apelo ao voto no primeiro rei de Portugal.
Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, disse à Agência Lusa que as iniciativas que hoje decorrem nas Portas do Sol, direccionadas às crianças das escolas do primeiro ciclo e às famílias, visam também ajudar as crianças a verem o primeiro rei de Portugal com um olhar mais positivo.
É que, num inquérito realizado por um jornal local, as crianças referiram atributos menos positivos de D. Afonso Henriques e a autarquia gostaria que, com a iniciativa de hoje, ficassem com "outra ideia do nosso primeiro rei", afirmou.
Ao longo do dia, jograis, malabaristas, bobos, esgrima, jogos tradicionais, ginástica, um torneio medieval, música da época e, à hora do almoço, porco assado no espeto, vão animar o jardim, situado na antiga Alcáçova, onde se destaca uma estátua do primeiro rei de Portugal."
quarta-feira, março 14, 2007

Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afecto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora".
quinta-feira, março 08, 2007

Umas dicas para eles...
"Não é nada" Deve ser interpretado como a calma antes da tempestade. Significa "alguma coisa", e é sempre um sinal de alarme. As discussões começam com "Não é nada", e costumam acabar com Pois.
"Faz como quiseres..." É sempre um desafio, nunca uma autorização. O homem corre perigo sério se tentar fazer como quer!
Suspiro profundo Na realidade não é uma palavra, mas uma afirmação não verbal que os homens raramente compreendem.
O suspiro significa que o homem é um idiota, e que ela pergunta a si mesma de que serve perder tempo a discutir com um idiota - quase sempre a propósito de "nada."
"Está bem" É uma das afirmações mais perigosas que uma mulher pode fazer a um homem. "Está bem" significa que ela vai pensar bastante antes de decidir como e quando o homem vai pagar o mais caro possível pelo seu erro.
"Obrigada..." Não é aconselhável tentar saber o que ela está a agradecer. O homem acabará por descobrir qual o preço a pagar.
Outras não terão estas frescuras e tratam logo tudo pelos nomes, põem os pontos nos iii e o assunto só fica encerrado quando o bom senso chega e abre caminho ao abraço do sorriso.
quarta-feira, março 07, 2007

segunda-feira, março 05, 2007
Uma vida inteira rei e senhor da sua casa. Não era preciso elevar a voz, a presença bastava para que tudo estivesse de acordo com os seus ditames. Ninguém ousava questionar mesmo quando a razão o ordenava. O branco escurecia se essa fosse a sua vontade e quem não visse o negrume era pressionado até que a tal assentisse...ou se calasse para sempre.
Uma vida de actividade intensa em que só o que fazia era merecedor de honra, que o resto falhava sempre por falta de profissionalismo, ausência de brio ou brandura na preguiça. Da graça arredio, que foi talhado sem afecto que desbravasse o lazer e o prazer da gargalhada.
Com os outros, o braço de ferro contínuo, numa postura em que o orgulho ferido, se elevava como dragão e insinuava lançar fogo ao mundo. Perseguido, sempre! Por si próprio.
Envelheceu. Perdeu as capacidades que o elevavam aos seus próprios olhos e da aceitação tardia da velhice, vêm-lhe momentos de fúria e tortura do sono, continuando a centralizar a sua figura no redemoinho familiar, que o apoia sempre.
Quando pela primeira vez se encontra longe do controlável, chora. De medo. De solidão. De pena...de si.
Um velho homem que nunca chegou a ser menino. Respeitado, cuidado, acarinhado, por que se entende que nunca foi feliz porque lhe roubaram a infância!
sábado, março 03, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Times like these...
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Drummond de Andrade
sábado, fevereiro 24, 2007

Depuração
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Com a alma cheia de traços e tonalidades regresso.O meu Van Gogh ali exposto em toda a sua dimensão, repartido por quatro andares que demorei a percorrer, onde a multidão me incomodava quando a vontade de me sentar no chão e puxar do lápis e do papel me formigava nas mãos. E aquela outra mão puxando-me à realidade do tempo e me empurrava de mansinho, sem me tocar, indicando que assim não sairíamos dali a tempo do voo. E eu que queria voar sem sair dali, perceber o método , a evolução, as nuances, o sentido dos dez curtos anos que Van Gogh dedicou à pintura!sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Veneza do Norte
Longe vão os tempos que por estas alturas "assaltávamos" as casas dos amigos, organizávamos festas, inventando máscaras de tudo e de nada numa folia libertadora, propícia à descompressão de um 2º período longo, aproveitando estes poucos mas bem merecidos dias para refrescar o lado leve da vida soltando gargalhadas e sorvendo a delícia da criatividade e dos adornos de entrudo. A crítica social mordaz e certeira sempre na vanguarda, instigando e dando motivos para lambão festejo.
Era ...foi assim! Para muitos, continuará, com algumas alterações, claro, que a tradição vai tendo os dias contados. Nesta fobia de importação, transformou-se o entrudo, num desfile de baianas do Samouco, de coxas perras e roxas de frio... perdi-lhe o gosto! Se posso fujo da confusão, faço as malas e "ala moço, que se faz tarde!"
Doce Veneza, minha misteriosa e romântica Veneza! Linda! Podia ser...Já foi.Minha e de mais 100 mil, nestes dias de loucura de Carnaval! Jurei não voltar em tal altura, nunca mais!
Pois bem, este blog vai de férias! Flutuarei entre diques e canais, se isso me aprouver, terei o Museu Van Gogh, Rijksmuseum, Casa do Rembrandt, casa de Anne Frank... De repente parece que fiquei uma chata! Que querem! Mudam-se os tempos mudam-se as vontades!
Mas claro, falta o outro lado de Amesterdão. Nos coffeeshops quero sentir esse espírito liberal, percebê-lo; no Red Light District, espero não encontrar o avesso da gargalhada. Estou receosa.Do resto da indústria do sexo pouco me vai interessar. Para rematar veremos se vou ao Museu do dito. Irei.
Se houver tempo, de lá darei notícias.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007

sexta-feira, fevereiro 09, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Após longa meditação, uma verdadeira viagem ao Waterworld em busca de terra seca e firme...cheguei à conclusão que sou fiel aos amores antigos!
Eu é que não quero...porque se ele deixasse!
Ah, a propósito de WaterWorld, hoje há Verdade e Consequência, na RTP, as alterações climáticas estão na ordem do dia, que pena erraram o século!, e Al Gore, que passou por Lisboa, quer dar uma banhada a Bush.
Andamos todos mergulhados em águas turvas e o futuro apresenta-se tórrido!
Deus me livre!, já não quero mais meditações. Agora vou ali reunir-me com um núcleo do Movimento pelo SIM e volto já!
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Não sei quem foi que me disse
Não faça tal: porque os anos
Mas anos, não caia nessa!
domingo, fevereiro 04, 2007

planalto de vida, na enorme
planície, onde flori e secarei
Do passado, as sombras brancas da lonjura
ocupam um ninho as palhas
que me acalentam
as noites frias de temor
sem mágoas mas sem ardor
Vida vivida
mais de metade já sentida
que da outra venha outro tanto
De tudo espero,
recupero!
Tela pintada à toa
dissera do que senti
sábado, fevereiro 03, 2007

Quem fala verdade não merece castigo?
A bandeira de Portugal foi agitada na China . Estranhei a heráldica. Do verde da esperança surgiu-me o negro da pobreza; o vermelho escureceu, representando o "sangue"que pouco fervilha coagulando rapidamente, enquistado na fraqueza reivindicativa; a esfera armilar manteve-se como arma de arremesso de um passado bem longínquo de funestas glórias; os castelos deram lugar a dragões chineses, escudos futuros da económia pujante; as cinco chagas de Cristo mantiveram-se para lembrar a todos que como Ele também nós nos devemos submeter ao desprendimento dos bens materiais.
E eu na escola a ensinar aos meus alunos, a mostrar e a falar da OUTRA, da que emociona sempre quando a vejo desfraldada e de um povo triste que um dia venceu a tristeza e recuperou a esperança!
sexta-feira, fevereiro 02, 2007

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Plano de aula entregue, por acaso a mim própria, com três dias de antecedência(cumpri os trâmites legais), trabalho em cima da mesa, colega informada há tempo, que isto tudo tem prazos. Perfeito!, nada a apontar Srª Ministra.
Quando regressei, pronta a dedicar aos meus alunos toda a minha atenção, encontrei-os a chorar.
Que pranto era aquele? A quem os entregara que mos deixara assim, como se desgraça eminente estivesse para acontecer ou fosse já coisa sabida?
O meu ar interrogativo aumentava o caudal queixoso das minhas crianças, que procuravam nos meus braços consolo e na minha boca as palavras de alívio.
Vasculhei, assustada, a sala em busca de uma ausência que pressenti. Estavam lá todos.Olhei por mim abaixo. Estava inteira.
A colega informou-me que não lhes tinha feito nenhum mal...sorrindo. Como precisava daquele sorriso!
O professor de Educação Tecnológica e Robótica fora à minha procura com o objectivo de me informar que iria deixar de dar as aulas de prolongamento, por incompatibilidade de horários e que, a empresa responsável já teria novo professor para o cargo. Despedindo-se dos alunos gerou aquela onda de lágrimas.
Sem exploração sentimental da situação, as emoções aconteceram naquela sala. Daqueles olhos chorosos, a custo, voltou a brilhar o sorriso, claro!.
Mas, um professor deixara a sua marca, no curto percurso escolar daqueles meninos. Emocionei-me!
É gratificante confirmar que entre professores e alunos há novelos de ternura que se interligam para sempre.
São meus! São especiais! Não sei se são especiais por serem meus ou se os sinto meus porque são especiais.
Ao professor, um abraço por todos eles e pela forma como os conseguiu tocar, na aprendizagem académica e de vida.
terça-feira, janeiro 30, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
Desde manhã
Este tem sido o ritmo do dia!
O fim-de-semana está de rastos mas que este balanço sirva para animar mais uma nova semana.

























