
Percorro-me à toa
sem vida que me mereça
rasgo de lembrança.
Levanto a sombra
revelando sobras
de nervuras
que alinhavei na pressa de não ter
com as mãos nervosas
inseguras de ser menos.
Limpo-me as lágrimas
pela metade
entre o sol e as brumas
que me envolvem
e me cospem
na rua onde habitaste
sem viver.
Recuo às cegas no mundo
desventrado por precipícios
pressentidos a cada passo
que não dou,
lançando de mim
tudo o que já não chega para te ter.
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