reflexos de vida no silêncio espelhado da água. fragas de vidro em descontinuidades do olhar ...

quinta-feira, agosto 02, 2007




Olhava o tecto como limitado horizonte, não se limitando, erguia vigas e placas cimentadas no corpo imóvel que no amanhecer do dia sonhava auroras. Pensava com as amígdalas, na sensação conhecida de que a cada emoção se alagavam estas de embargos pesados e, abrindo comportas, humedeciam o corpo e o rosto num fogo gelado. Duas, uma de cada lado da garganta a saberem dos segredos a alma do negócio.
Afinal quatro!, mais duas, "localizadas na profundidade dos lobos temporais anteriores. Centros identificadores de perigo, gerando medo e ansiedade e colocando o corpo em situação de alerta, apontando-se para fugir ou lutar. Conjunto nuclear importante para os conteúdos emocionais das nossas memórias."
Com quatro amígdalas em funcionamento pleno, como se justificava que se comportasse como à sua ablação tivesse sido sujeita?




Para J

3 comentários:

Unknown disse...

Estratégias de Coping, talvez. Ou deleite apenas.
:))

Um beijo

Anónimo disse...

e porque não, sinedoque? um momento de introspecção é um passo no interior da sanidade :)

um grande beijinho

sinédoque disse...

Ana...estratega de serviço garante resultados positivos.Uma ajuda especializada, às vezes, vinha a calhar. rsrs

bj

Alice...abundam por aqui momentos assim, mas também gosto dos de deliciosa insanidade.rsrs

bj

Como vêem o espírito mudou, estratégias de Coping resultam.