
Reclamam-me. Desço às alturas das exigências diárias com a mente ausente nas catacumbas que pairam atmosfericamente, longe das cavernas metafóricas de Platão. Espero!Massajo o plexo solar contrariando o movimento biológico do relógio. Inspiro. Reparo nas moscas mutantes que me surgem do nada e no alado movimento Live Earth sustento a esperança da quebra da inércia. Medito. Nas Sete Maravilhas da noite viajo ao piano com Chopin. Sereno. O Ribatejo fora da classificação nacional, mas a nova Passagem da Lezíria a unir-nos as margens. Atravesso-me. Descalço o betão e entro no rio em barco desbotado pelo tempo, incito os cães que me seguem a nado sabendo da corrente as manhas. Risco as águas frescas e limpas da memória com as mãos que tive. Encontro-me.
5 comentários:
ainda há muito por descobrir na blogosfera. :-D
gostei de vir aqui para.
parabéns pelo blogue e pela escrita.
abraço,
nuno.
gralha: era "de vir aqui parar".
pedaços .. fantásticos :)
e no encontro apercebo-me que o barco de tanta viagem feita deixou as cores em outros remos ..
Também um me ribatejo de vez em quando. Ali foi que vi a lus do dia pela vez primeira...
Saudações!
Perdão: o que eu vi foi a "luz"!
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