reflexos de vida no silêncio espelhado da água. fragas de vidro em descontinuidades do olhar ...

quarta-feira, junho 06, 2007


Ensaio

Prendes à porta trancada a alma por fechar. estremeces sempre que ela se solta abrindo sorrisos nas vidraças das esperas. cimentas brechas por onde fluis em ondas involuntárias renovando a medula de seiva. alargas-te em quereres que aceitas como dádivas generosas e serenas sem saberes como nem porquê. recebes no corpo das mãos o que rejeitas sem convicção no peito. morro no lado de fora da vida murada que teceste de orgulho. percorro-te na insegurança do não valer a pena e mostro-te a beleza de ser hoje. com um sopro levanto as tuas paredes, instalo um tecto de azul e mar e nas portas navegamos rumo ao sonho inacabado.

2 comentários:

Anónimo disse...

amiga sinedoque. os meus votos sinceros de bom feriado e ponte. até breve. um grande beijinho.

Once In a While disse...

se isto é um "ensaio" .. ;)

brilhante !
Beijo