reflexos de vida no silêncio espelhado da água. fragas de vidro em descontinuidades do olhar ...

domingo, janeiro 21, 2007


Shall we dance?
E ele dançou. Tudo em nome de um "Irak whith a future."

sábado, janeiro 20, 2007



A morte ainda esperou

Da ficção chegam intermitências da morte num tom sarcástico e manifestação irónica da decisão da mesma, ao recusar apresentar-se na existência de quem não morre nem pode voltar a viver, os moribundos. Os que no final da vida esperam o clic que alivie a desesperança do ser.

Mas, no Alentejo profundo, a morte anda, qual cavalo sem freio, assaltando nas curvaturas sinuosas os que, na dilatada planície, coam a vida sem rede.

A foice... a gadanha, na seara alheia de INEM. Mais de quatro horas a morte rondou o corpo, assobiando um cantar alentejano num prenúncio de abutre de papo cheio. A morte ainda esperou, condescendente, que à vida se desse suposição, mas cansou-se da demora e mostrou, hoje, em Odemira, o seu dom da ubiquidade.

Que daquela ninguém se livra quando chegada a hora, é certo, mas que não seja por falta de socorro que se percam vidas. O Alentejo ainda é Portugal!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Esta deve ser mais velha que a ... ou que o ...


Quando o café "A Brasileira" vendeu os primeiros cafés "expresso" em Lisboa, o público achou-os amargos e daí que o proprietário da casa tivesse inventado o slogan para ajudar nas vendas:
"Beba Isto Com Açúcar"
E pegou! Hoje, a palavra foi reduzida às suas iniciais: BICA!
Afinal, a BICA tem uma razão forte de existir!!...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Almada Negreiros
[modus vivendi?]

Palavra milagrosa que, aos olhos de muitos, encerra "a solução" para o gravíssimo problema do desemprego.

segunda-feira, janeiro 15, 2007



Sem camuflagem

Chegam-nos de inesperadas formas e, de repente, surpreendem-nos pela leveza que nos transmitem. Sem camuflagens, de peito aberto na postura e na voz, sentimos-lhes a verdade que transmitem e à qual nos ligamos sem esforço. Da palavra lisa e sem mágoa, do olhar directo e frontal, semeiam à sua volta a serenidade, recriam a harmonia que todos vamos perdendo entre as fobias que nos envolvem e que nos aceleram a ansiedade.

Das mãos, os movimentos que nos fazem adivinhar a ausência de teatrealidade da vida, sem actos que envergonhem o actor, mas com uma firmeza consonante com a melodia da fala e a doçura e segurança do olhar.

Rimam com afectos, estas vidas, buscam na existência uma tranquilidade que nos renova o enleio, sustentam-se de uma energia de intensa sabedoria que nos bloqueia a perturbação e o tumulto. Dos traços no rosto ficam as marcas apaziguadas da sorte e das escolhas nem sempre pacíficas, mas que se viveram com a quietude na consciência.

Quando os deixamos é como se um fio de luz nos iluminasse e aquecesse. É bom ter amigos assim!

Assine e Divulgue a Petição Contra a Implementação da Experiência Pedagógica TLEBS em http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs/tlebs.html"


A Petição Contra a TLEBS entra esta semana na recta final.

sábado, janeiro 13, 2007


Fora da lei

A notícia que faltava a quem tem pouca força de vontade para deixar de fumar. Ah!, mas nenhuma daquelas marcas é a minha!

Desculpas esfarrapadas. Promessas vazias de fé. Sonhos que ardem na boca dos dias saltimbancos de crentes adiados. A saúde à espera de encontrar o nicho de oxigenação esperado e os níveis de monóxido de carbono a ultrapassarem a barreira da estupidez.

Depois admiramo-nos que as células enlouqueçam e entrem num frenesim neoplásico!



"My life is my message"

Gandhi

sexta-feira, janeiro 12, 2007



Temos estatuto, mas custa engolir!

quinta-feira, janeiro 11, 2007



Momentos nossos...

Pequenos outeiros terminados em bico. Colinas de prazer e doçura. Ânforas de amamentação e de vida. Da pele macia e fina o toque único e delicado. Botões das rosas que somos.

Expostas em decotes fundos, ocultas por vestes austeras, tímidas pelo recato ou volume apoucado, majestosas, altivas, disfarçadas...nossas! Símbolos da feminilidade e graça da mulher. Tecidos sensíveis... susceptíveis aos furores das hormonas que nos percorrem na vida.

Tocá-las sempre com a lupa do tacto, percorrê-las em busca de texturas desconhecidas, olhá-las com a visão apurada pela sabedoria da antecipação...sem medo, sem pavor. Dedicar-lhes momentos só nossos de uma intimidade feita de silêncio e de respeito pelo tesouro presente e pela imagens pandóricas que podem encerrar.

Este deve ser o lema!, porque no momento das certezas inconformadas ou das dúvidas temíveis esquecemos o mundo, separamo-nos dele e flutuamos num mar de angústia e de revolta, perdendo terra firme, tornamo-nos sinfonia de Vivaldi, vivendo a cada momento furores de humor constantes.

É como se de repente, depois de longa corrida, o descanso que ansiávamos se transforme, por erosão, num enorme precipício onde ninguém nos dará mão.

Momentos nossos...SEMPRE!

quarta-feira, janeiro 10, 2007


- Só agora?! Já cá andaram muitos a pedir o mesmo!
- Pois é... tivemos problemas logísticos! Mas nós fomos os primeiros a chegar aqui . Não devemos esquecer a nossa história comum!Nós fomos os impulsionadores do comércio...
- Sim...sim! Puseram-se a dormir...mas os cágados e as tartarugas chegaram primeiro!

Renovações gastronómicas

- Não, desta vez não vai haver bombardeiros nem canhoadas...vimos só pedir um pouco de caril para misturar na sopa da pedra que ficou em banho-maria em Portugal.

Será que chegaram bem?

terça-feira, janeiro 09, 2007


Plágios na mitologia
Do Tibre ao Tejo...da lenda da fundação de Roma à lenda de Santarém...de Rômulo e Remo a Ábidis...as águas dos rios a salvarem o fruto dos amores proibidos...a cesta como continuação da alcova...e a loba num acto de humanismo maternal a salvar o lado lunar da vida.

segunda-feira, janeiro 08, 2007


Lenda de Santarém

Santarém foi uma antiga cidade lusitana antes de por ela passarem romanos, alanos, vândalos, suevos e árabes, tornando-se definitivamente cristã em 1147. A lenda de Santarém remonta ao ano 1215 a. C. quando reinava na Lusitânia o príncipe Gorgoris, chamado de "o Melícola" por ter ensinado o seu povo a extrair mel dos favos das abelhas. Um dia, Ulisses de Ítaca chegou à foz do Tejo com os seus navios onde decidiu descansar por algum tempo antes de regressar à Grécia. Hóspede de honra de Gorgoris, Ulisses conheceu a sua filha Calipso por quem se apaixonou. Dos amores de Ulisses e da bela Calipso nasceu um filho, Ábidis. Quando Gorgoris soube do sucedido perseguiu Ulisses para o castigar, mas este, avisado da fúria de Gorgoris, fugiu para Ítaca. Para esconder a desonra de sua filha, Gorgoris mandou que pusessem Ábidis dentro de um cesto e o atirassem ao Tejo. O cesto boiou nas águas e, em vez de se perder no mar, subiu pelo rio até encalhar perto de uma gruta que servia de covil a uma loba. A loba adoptou a criança, amamentou-a e protegeu-a. Ábidis tornou-se num belo rapaz que se alimentava de peixe do rio e frutos silvestres e estava habituado a conviver com os animais. Mas um dia, uns caçadores surpreenderam aquele rapaz selvagem, capturaram-no e levaram-no à presença de Calipso, sua mãe. Calipso reconheceu em Ábidis, através de um sinal de nascença, o seu filho abandonado. Quando soube que o neto tinha sido encontrado, Gorgoris que não tinha herdeiro varão, resolveu educá-lo como seu sucessor. Ábidis tornou-se assim no rei dos lusitanos, um rei justo, sábio e humano que mandou edificar uma cidade no sítio onde viveu os primeiros vinte anos da sua vida. A essa cidade chamou Esca-Ábidis, que significa manjar do príncipe Ábidis, o primeiro nome da cidade de Santarém cujos habitantes são hoje conhecidos por escalabitanos.
In Lendas de Portugal


Época de saldos

Aproveitando a abertura oficial da época de saldos, resolvi ir às compras e remodelar o visual deste blog. Espero que gostem dos reposteiros novos que escolhi. A novidade é que fiz as compras online, longe de multidões cegas de histerismo.

sexta-feira, janeiro 05, 2007



Os meus Reis Magos

Gaspar chegou-me tinha eu treze anos

Baltasar tinha eu quarenta e três

Trinta anos de distância...

Nenhum chegou para o meu nascimento

Fraca estrela a minha!

Será que Belchior vai chegar a tempo do meu funeral?

quinta-feira, janeiro 04, 2007

tango

São precisos dois...muito bons!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Daumier

Olh'ó passarinho!

- Vês este ninho de avestruz? Veio da Austrália. A mãe foi comida por um tubarão e as avestruzezinhas estão orfãs.

- Oh!, que lindas, tão indefesas!

- A mãe apanhou gripe das aves, mas as crias estão sãs!

- Coitadinhas!

- Elas só precisam que as alimentem e as ensinem a andar. Darão belos exemplares! Da pele produzem-se carteiras, cintos, sapatos. Trata-se de uma pele muito cara dado a sua exclusividade. A sua carne é muito saborosa, tenra e saudável (baixa em colesterol e gordura). Cada animal dá cerca de 40 kg de uma carne vermelha escura, comparável com a melhor carne de vitela e as penas podem ser vendidas à indústria da moda e ainda usadas como utensílio de limpeza.

- Não fazia ideia!

- Vendo-te esta preciosidade só por 500 euros.

- Vou só ver se está a chover, já volto!

terça-feira, janeiro 02, 2007



Há festas assim!

Temáticas. A minha foi. É bom começar o ano a dançar. Faz bem ao corpo, perdem-se as (muitas) calorias em excesso e solta-se a alma.