reflexos de vida no silêncio espelhado da água. fragas de vidro em descontinuidades do olhar ...
sábado, janeiro 27, 2007

Notícias da campanha
Quebraram-se os acordos de cavalheiros, numa sociedade que se baseia num falso pluralismo. A blogosfera(espelho-sócio-refractário) pegou fogo, pariu ofensas, olhares menos democráticos sobre a opinião alheia. Gladiadores arremessam golpes e contra golpes de baixo nível e sensionalismo estéril, como se de gradivez estérica se tratasse.
Não era insuspeito este parto. Alguns progenitores opinativos têm nos genes esta vertente inscrita num ADN de péssima qualidade.
Pedradas num charco de ideias, produzindo insignificante ondelação no pilar que sustenta o objecto mais profundo de discussão.
quinta-feira, janeiro 25, 2007

Que pensáveis!Amargai horas sem fim nas escolas, entre reuniões que lhes inventámos para para vos infernizar a vida! Não duvideis, nossa imaginação não tem limites e vós sereis as nossas marionetas, até que extenuados caírdes para o lado como farrapos humanos enlouquecidos por discernir a linguagem mais estúpida e imperceptível e as ideias mais inconcebíveis que conseguimos, dentro dos nossos climatizados gabinetes. Não tereis direito a vida privada que isso já foi chão que deu uvas. Entregai-vos dia e noite a esta causa que embora não tenha nada a ver com os alunos dará a todos sinalética contrária.
terça-feira, janeiro 23, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007

Por interstícios das malas abertas de quando éramos
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.
sábado, janeiro 20, 2007

A morte ainda esperou
Da ficção chegam intermitências da morte num tom sarcástico e manifestação irónica da decisão da mesma, ao recusar apresentar-se na existência de quem não morre nem pode voltar a viver, os moribundos. Os que no final da vida esperam o clic que alivie a desesperança do ser.
Mas, no Alentejo profundo, a morte anda, qual cavalo sem freio, assaltando nas curvaturas sinuosas os que, na dilatada planície, coam a vida sem rede.
A foice... a gadanha, na seara alheia de INEM. Mais de quatro horas a morte rondou o corpo, assobiando um cantar alentejano num prenúncio de abutre de papo cheio. A morte ainda esperou, condescendente, que à vida se desse suposição, mas cansou-se da demora e mostrou, hoje, em Odemira, o seu dom da ubiquidade.
Que daquela ninguém se livra quando chegada a hora, é certo, mas que não seja por falta de socorro que se percam vidas. O Alentejo ainda é Portugal!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Esta deve ser mais velha que a ... ou que o ...terça-feira, janeiro 16, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007

Sem camuflagem
Chegam-nos de inesperadas formas e, de repente, surpreendem-nos pela leveza que nos transmitem. Sem camuflagens, de peito aberto na postura e na voz, sentimos-lhes a verdade que transmitem e à qual nos ligamos sem esforço. Da palavra lisa e sem mágoa, do olhar directo e frontal, semeiam à sua volta a serenidade, recriam a harmonia que todos vamos perdendo entre as fobias que nos envolvem e que nos aceleram a ansiedade.
Das mãos, os movimentos que nos fazem adivinhar a ausência de teatrealidade da vida, sem actos que envergonhem o actor, mas com uma firmeza consonante com a melodia da fala e a doçura e segurança do olhar.
Rimam com afectos, estas vidas, buscam na existência uma tranquilidade que nos renova o enleio, sustentam-se de uma energia de intensa sabedoria que nos bloqueia a perturbação e o tumulto. Dos traços no rosto ficam as marcas apaziguadas da sorte e das escolhas nem sempre pacíficas, mas que se viveram com a quietude na consciência.
Quando os deixamos é como se um fio de luz nos iluminasse e aquecesse. É bom ter amigos assim!
sábado, janeiro 13, 2007

Fora da lei
A notícia que faltava a quem tem pouca força de vontade para deixar de fumar. Ah!, mas nenhuma daquelas marcas é a minha!
Desculpas esfarrapadas. Promessas vazias de fé. Sonhos que ardem na boca dos dias saltimbancos de crentes adiados. A saúde à espera de encontrar o nicho de oxigenação esperado e os níveis de monóxido de carbono a ultrapassarem a barreira da estupidez.
Depois admiramo-nos que as células enlouqueçam e entrem num frenesim neoplásico!
sexta-feira, janeiro 12, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007

Momentos nossos...
Pequenos outeiros terminados em bico. Colinas de prazer e doçura. Ânforas de amamentação e de vida. Da pele macia e fina o toque único e delicado. Botões das rosas que somos.
Expostas em decotes fundos, ocultas por vestes austeras, tímidas pelo recato ou volume apoucado, majestosas, altivas, disfarçadas...nossas! Símbolos da feminilidade e graça da mulher. Tecidos sensíveis... susceptíveis aos furores das hormonas que nos percorrem na vida.
Tocá-las sempre com a lupa do tacto, percorrê-las em busca de texturas desconhecidas, olhá-las com a visão apurada pela sabedoria da antecipação...sem medo, sem pavor. Dedicar-lhes momentos só nossos de uma intimidade feita de silêncio e de respeito pelo tesouro presente e pela imagens pandóricas que podem encerrar.
Este deve ser o lema!, porque no momento das certezas inconformadas ou das dúvidas temíveis esquecemos o mundo, separamo-nos dele e flutuamos num mar de angústia e de revolta, perdendo terra firme, tornamo-nos sinfonia de Vivaldi, vivendo a cada momento furores de humor constantes.
É como se de repente, depois de longa corrida, o descanso que ansiávamos se transforme, por erosão, num enorme precipício onde ninguém nos dará mão.
Momentos nossos...SEMPRE!
quarta-feira, janeiro 10, 2007

terça-feira, janeiro 09, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007

Lenda de Santarém
sexta-feira, janeiro 05, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Olh'ó passarinho!
- Vês este ninho de avestruz? Veio da Austrália. A mãe foi comida por um tubarão e as avestruzezinhas estão orfãs.
- Oh!, que lindas, tão indefesas!
- A mãe apanhou gripe das aves, mas as crias estão sãs!
- Coitadinhas!
- Elas só precisam que as alimentem e as ensinem a andar. Darão belos exemplares! Da pele produzem-se carteiras, cintos, sapatos. Trata-se de uma pele muito cara dado a sua exclusividade. A sua carne é muito saborosa, tenra e saudável (baixa em colesterol e gordura). Cada animal dá cerca de 40 kg de uma carne vermelha escura, comparável com a melhor carne de vitela e as penas podem ser vendidas à indústria da moda e ainda usadas como utensílio de limpeza.
- Não fazia ideia!
- Vendo-te esta preciosidade só por 500 euros.
- Vou só ver se está a chover, já volto!
terça-feira, janeiro 02, 2007
domingo, dezembro 31, 2006

Vamos pintar uma nova tela!
"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor"...
Alexandre O'Neil
terça-feira, dezembro 26, 2006

Esferecidade natalícia
Começa Dezembro e deixamos as dietas equilibradas sucumbirem aos manjares que abundam por esta época. As patuscadas de amigos, os jantares de Natal, os lanches que da maçã passam para as azevias e fritos de arroz, bolo-rei e escangalhado... um exagero!
No turbilhão da compra dos presentes, um cafezinho ou um chá surgem como momentos de indeminização das forças, já que do resto nem vale a pena pensar muito e rendo-me aos filhoses, às rabanadas, aos sonhos e...não resisto!, aos coscorões, que se me apresentam com o charme estaladiço que me recobra as energias para mais meia dúzia de embrulhos. Se de bolos falo com afastamento, dos fritos sinto uma proximidade emotiva que me engorda.
Entro já com desvantagem nesta quadra natalícia, desprezando a balança por inútil desconfiança. Bacalhau, cabrito, perú, leitão...Arredondo, avolumo, engrandeço lateralmente. Se caio rebolo. Ainda bem que no guarda-fatos tenho da secção 38 à 42, caso contrário já não saía de casa.
E ainda as festas vão a meio! A partir de hoje declaro-me vegetariana!
domingo, dezembro 24, 2006
White Christmas
...e as manhãs frias de há 40 anos voltam inesperadamente. Sinto ainda a alegria na construçao de presépios onde os rios de prata reflectiam a inocência...
sexta-feira, dezembro 22, 2006
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Miguel AcevedoEu até nem gosto de touradas!
Segundo Valter Lemos, o encerramento destas escolas assentará em dois critérios: ou terem menos de 20 alunos e uma taxa de sucesso escolar inferior à média nacional, ou então possuírem menos de 10 alunos.
O governante acrescentou que foram estes mesmos critérios que levaram ao encerramento, em 2005/2006, de 1.500 escolas primárias em 212 concelhos portugueses.
Dados hoje divulgados pelo Ministério da Educação (ME) dão conta que estas 1.500 escolas acolhiam um total de 11 mil alunos, que foram transferidos para 847 escolas «acolhedoras».
Para uma escola poder ser considerada «acolhedora» tem que funcionar em regime normal (de manhã e de tarde), garantir almoço e assegurar transportes."
terça-feira, dezembro 19, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006

Há muito que o galo cantou!
Pensam que eu continuo a dormir?! Não! Sabem o que são Planos de Acompanhamento, Planos de Recuperação, Adaptações Curriculares, PEI(s), PE(s), avaliações, Gráficos de Aproveitamento, Mapas de Leite Escolar,Mapas de Registo de Faltas de professores e Auxiliares de Acção Educativa, Relatórios de Turma, reuniões ordinárias e extraordinárias...? Então é por aí que eu ando!
sábado, dezembro 16, 2006
_"Manolito"!..."Susanita"! Por que é que vocês não estão nem aí para os destinos do mundo?!
Com dedos de larápio raptei este post. Aqui ficam as desculpas. É por uma boa causa. Pode assinar a petição contra a TLEBS aqui.quarta-feira, dezembro 13, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
domingo, dezembro 10, 2006

Notícia que devia ter sido lida há 50 anos
"Pinochet faleceu devido a um enfarte e a um edema pulmonar às 17h15 (hora de Lisboa) no Hospital Militar, em Santiago do Chile. A informação foi avançada pelas autoridades hospitalares. “Ele morreu rodeado da sua família”, disse o médico Juan Ignacio Vergara".
Morreu acompanhado da família. O mesmo não poderão dizer dos milhares que matou e dos quais... muitos, nem sequer conseguiram ser resgatados pelos seus familiares.
Tem o nome encharcado pelo sangue que fez derramar!
sábado, dezembro 09, 2006

Ainda me lembro. O melhor presente que tive foi sem dúvida aquela flóber.Toda a garotada da terra colaborou no meu entusiasmo. Íamos para o campo, pam pam, pardal aqui, pam pam, pardal ali.
A única arrelia que tive com ela foi quando um dia, sem querer, pam, acertei em cheio na tia Albertina.
Para castigo não me deixaram ir ao enterro.
Mário-Henrique Leiria

sexta-feira, dezembro 08, 2006
Beryl CookMacacadas
Carolina, não havia necessidade! Podias-nos poupar dos pormenores que sabíamos férteis em declives escabrosos.




























