
domingo, maio 18, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008

Há quem fale pelos cotovelos, quem fale por falar, quem fale de papo cheio, quem fale grosso e até quem dê que falar...
Por que será, então, que o silêncio é sempre tão gritante?
domingo, abril 27, 2008

sábado, abril 12, 2008

segunda-feira, abril 07, 2008

Não tinha mais nada à mão. Às vezes, nem uma palavra salta da boca no embaraço do momento, só o gesto fala por mim e os olhos lampejantes de palavras (sonsas!) que não encontram a coerência que pretendo.
Toma! Gosto de ti!
terça-feira, abril 01, 2008

domingo, março 30, 2008

quarta-feira, março 26, 2008

Mas no coro do momento
os ramos dançam com as musas
em ritmos de alegria.
Sopra e rufa nos cantos
descobrindo desencantos,
segredos de quem diria.
Uivam os lobos à esquina
olhando as pernas da menina
que se descobrem com o vento.
Soçobra a agitação
no mundo da ventania
e liberta a aflição
quando a pele da menina
fica como a da galinha
sem pano de cobrimento.
Oh, que lá se vai a carta
à morada que deserta
a fecha no esquecimento.
Senhor vento, olhe o chapéu
que mesmo agora comprei
na loja da fantasia
roubou-mo ao dar-me um beijo
com essa aragem lisa e fria.
O beijo dava-lho eu...
mas o chapéu, senhor vento
comprado ainda agora
rodopia desalento
sem uma cabeça por dentro.
Senhor vento, vá-se embora
deixe a Primavera entrar
fresca e morna, morna e fria
na suprema alegria
de renascer do tormento.
segunda-feira, março 17, 2008

juntei à água que corria em regatos de chuva o detergente de sol lavado pelas nuvens e fiz uma bola de sabão. alguém entrou nela por magia e tomou a minha bola de sabão como útero materno. alimentei-a com a seiva umbilical do meu sorriso e tornou-se uma pena no ar que eu impedia de cair. soprando de levinho mantinha a flutuante esfera translúcida num ambiente anti-gravitacional. um dia adormeci e ronquei mais forte, por via de uma obstipação nasal. a bola de sabão saiu da minha íntima atmosfera e foi projectada pela janela entreaberta. sentindo a ausência de brilho e de frescura na boca acordei sobressaltada. olhei pela janela. a bolha rebentou no ar e alguém espirrou desumanidade estatelando-se no chão.
quinta-feira, março 13, 2008

quarta-feira, março 05, 2008

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

sábado, fevereiro 23, 2008

sábado, fevereiro 16, 2008

domingo, fevereiro 10, 2008

Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Os gatos imperfeitos que vou pintando vão sendo distribuídos pelos amigos. Porque da blogosfera saltam amizades verdadeiras que acolhemos com abraços, aqui ficam estes dois a simbolizar o "enrosca-te a mim" que deixei no Porto. Reforço de carinho, numa tarde linda para visitar amigos de quem se gosta muito, mas que a distância impede, fazendo do telefone e meio perfeito para matar as saudades logo pela manhã.


