
sábado, setembro 08, 2007

sexta-feira, setembro 07, 2007

O teu último grito de vida, Clara! Desculpa amiga, por não termos tido a vontade suficiente para o fazer da forma que gostarias. Uma vida dedicada a causas, um exemplo de energia e tenacidade, sempre... até ao fim a acreditar que vale a pena viver.
Viste-nos, Clara? Estivemos lá todos, hoje, numa casa que não queríamos para ti, cheia de flores murchas que a saudade não rega, são de sal os pingos de choro. Rodeamos-te com a ternura e a tristeza da enorme perda sofrida. Vieram todos, de todo o lado, e misturámos as lágrimas com o sorriso das tuas lembranças, porque tu quererias que houvesse palmas e danças e festa no ar.
Uma salva de palmas para ti, minha querida! Descansa em paz!
terça-feira, setembro 04, 2007

No receio de que as pálpebras se mantivessem inertes à claridade do dia e que eu permanecesse restelada entre lençóis por mais do que devia, avisei de véspera amigo que já não visitava há um mês, sabendo que dos mansos e robóticos tique-taques que durante a noite me embalam, chegada a hora, entra naquela frenética e histérica alegria com ligação directa ao meu centro nevrálgico, sem dar hipóteses de acalmia enquanto não lhe der atenção. Amigo da onça! Mas para isso o quero e jeito me dá, que da manha do corpo sabe a mente, ou vice-versa ou simbiótico jogo de empurra se instala no complexo restolho de sono.
Sintonizado para as 8 horas da manhã, dar-me ia hora e meia de tranquilidade antes de entrar no bulício dos abraços inquiritivos de como foram as férias. Estando a 5 minutos da escola era prevista calma preparação, pequeno-almoço mastigado, não engolido na pressa, partilhado momento com o Baltasar num até já, que a dona volta cedo.
Mas teve de ser pessoalizado o despertar que o amigo da onça, não esteve pelo ajustado. Falta de treino ou senilidade precoce do bichinho, manteve-se na ronha sem cumprimento das funções acostumadas.
Pelas 9 horas tocou. Afinal enganei-me no acerto dos ponteiros, pensei entre risotas caseiras. Mas a certeza do momento nocturno deixava-me em dúvida. Fui ver. O ponteiro apontava certeiro as 8 da manhã. Como é possível, não sei, mas parece-me que amanhã terei de apontar para as sete ou voltarei a ser enganada por este inesperado inimigo da pontualidade.
segunda-feira, setembro 03, 2007

Olha, desligou!
domingo, setembro 02, 2007

quinta-feira, agosto 30, 2007
quarta-feira, agosto 29, 2007

O material agora disponibilizado na Internet inclui fotografias e vídeos com exemplos das seis emoções básicas (alegria, tristeza, medo, surpresa, aversão e cólera) e dos quatro tipos de sorriso (largo, superior, fechado e sem sorriso).Desenvolvida pelo professor Freitas-Magalhães, director do Laboratório de Expressão fácil da Emoção (FEElab) da Faculdade de Ciências da Saúde daquela universidade, esta base de dados destina-se a apoiar investigações em psicologia clínica, forense e experimental, neuropsicologia, neuropsiquiatria e ciência neurocognitiva, explicou à agência Lusa Érico Castro.Freitas-Magalhães é o único psicólogo português que estuda as funções e repercussões do sorriso no desenvolvimento das emoções e das relações interpessoais.Segundo Érico Castro, o FEElab apresentou na semana passada à Fundação para a Ciência e Tecnologia dois projectos de investigação, um sobre reconhecimento das expressões básicas em deficientes mentais e o outro sobre o efeito do sorriso na percepção psicológica de delinquentes portugueses.Expressão facial e delinquentes foi, aliás, o tema que Freitas-Magalhães desenvolveu numa conferência sobre comportamento humano e evolução da sociedade realizada em Junho na Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia (Estados Unidos).Estudos anteriores dirigidos por Freitas-Magalhães incidiram no efeito do sorriso na percepção psicológica da afectividade e dos estereótipos, e nas diferenças de género, idade, da cor da pele e de gémeos, bem como no reconhecimento das emoções básicas através da expressão facial em diferentes grupos etários.Este investigador acaba de publicar o primeiro livro em Portugal sobre esta problemática, intitulado "A Psicologia do Sorriso Humano", nas Edições Universidade Fernando Pessoa, e planeia lançar outro em finais do ano, esse com o título "Psicologia das Emoções: O Fascínio do Rosto Humano".
terça-feira, agosto 28, 2007

domingo, agosto 26, 2007

sábado, agosto 25, 2007

sexta-feira, agosto 24, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007

Do fundo da gaveta (3)
terça-feira, agosto 21, 2007

segunda-feira, agosto 20, 2007
La Faute à Fidel
"Anna tem 9 anos e uma vida é simples, ordeira e de hábitos instalados. Uma vida que decorre confortavelmente, entre Paris e Bordéus.Mas eis que entre 1970 e 1971, o compromisso político assumido por seus pais, da extrema esquerda, muda a vida de Anna.Primeiro, o seu tio, comunista e envolvido na luta contra o regime de Francisco Franco, desaparece, possivelmente assassinado pela guarda-civil espanhola.Posteriormente, após uma viagem ao Chile, durante a presidência de Salvador Allende, Marie e Fernando (os pais de Anna) decidem por em prática as suas ideias políticas.Termina assim a tranquilidade na casa dos arredores de Paris, que começa a ser visitada por camaradas "vermelhos e barbudos", por pessoas que sonham com a Revolução de Fidel Castro. Termina a época da educação religiosa e, sobretudo, a calma que caracterizava a vida da menina".
(Julie Gravas, realizadora do filme, é filha de Constantin Costa Gravas).
Queria muito ver este filme. Entre outras moticações, por viver numa terra que entregou a vida de muitos dos seus filhos a causas que na base da ideologia se desprendia dos valores materiais individuais para abraçarem a luta por um bem estar colectivo. Superiodade moral a que me curvo respeitosamente, acreditando que os princípios impulsionadores foram alavancas e motor de arranque para a democracia em Portugal. Com todos os erros e desilusões "Hasta siempre".

Que se calcem de sonho e de poesia
Miguel Torga
domingo, agosto 19, 2007

sábado, agosto 18, 2007

Sou da paz! Cheguei agora de férias, ainda sinto a areia e o sal a inquietarem-me a pele! As expectativas para férias foram superadas o que engoda a vontade de bisar, as do regresso aumentadas pelas gargalhadas blogosféricas, entremeadas de humores neo-liberais a inquinar-me o capital humano, num prurido subcutâneo que me encaminha para regime de lay-off sob o comando apertado desta gerência.
Há um ano iniciei esta faceta pública de divulgação do que amiúde me apetecia escrever. Saiu da gaveta este prazer por escrevinhar, sem expectativas de maior. Um prazer avulso entre prazeres. Durante seis meses naveguei sem piratarias oclusas descobrindo pares que seleccionava conforme a sensibilidade. Escrevia sem esperar que muita gente me lesse já que não havia links para retribuir(?). Surgiu uma lista diversificada que se alinha agora aqui do lado direito. A maioria que leio não me lê, mas não é isso que me retira motivação nesta esfera. Gosto de quem escolhi e visito-os sempre na perspectiva de que nem sempre com eles concordo, mas o respeito pelo seu espaço e opinião faz com que na divergência não me perca nos caminhos da irascibilidade e inoportunidade. Todos os comentários são valorosos, mesmo quando o escárnio escorre pelas letras há ainda a graça e a inteligência a salvarem o jeito pirata.
terça-feira, agosto 14, 2007

quarta-feira, agosto 08, 2007
sábado, agosto 04, 2007

sexta-feira, agosto 03, 2007
quinta-feira, agosto 02, 2007

quarta-feira, agosto 01, 2007
Da menina crescida em berço de campo olho as memórias dos tempos perdidos entre achados momentos telúricos. O sabor da terra quente, sentido no lamaçal inventado, sabia a ervas de verdade com flores por descobrir em herbários futuros. Chupar o caule das azedas à mistura com deliciosas flores de marmeleiro era manjar de pequena gourmet, adocicado na brincadeira partilhada, percorrida entre hortas desenhadas em esquadrias sábias da enxada e jardins de intenso cheiro a buxo, trazendo a magia da descoberta.
Motricidade trabalhada na global interacção com o espaço, sentida nos arranhões,nos joelhos esfolados, nas lascas invasivas, nas unhas que subiam as árvores como garras de felino. Ao fim do dia, mugia-se dos limões suco que arredasse sujidade em unhas de carvoeira. No Verão, ao calor expunha cabeça que do chapéu só via serventia para assento, e a cor da pele trigueira metia a mana em apuros" Mãe, vou lavar a Ti com lixívia". Corre-corre de gargalhadas e de sermões.
Quem se servia das unhas desta maneira a elas não dava valor comestível. Nunca dei, nem dou! Aos conselhos empenhados para não roer as unhas, aqui fica escrito, por linhas tortas, que não as roo, senão para figura de estilo aplicada a estados de alma. Não sendo as mesmas amêndoas perfeitas, andam sempre no tamanho certo que não me empate afazeres de meter a mão na massa. Aparadas de peles que rejeito, assim como de vernizes de cores, resplandecem brilho suave que olhos conhecedores sabem dos segredos da manicure ser a base, que em duplicada camada, me chega. Tomaria eu desdizer igualmente vício que as amarelam. Mas um dia destes saberão dessa pequena vitória.
segunda-feira, julho 30, 2007

domingo, julho 29, 2007

Sun-tarém
Na madrugada do dia 15, depois do sono ter vencido as sentinelas, que se encontravam nos postos de vigia, Mem Ramires e os seus homens entraram no burgo e sem grandes dificuldades, tomaram Santarém.
sábado, julho 28, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Quando há alguns anos me deparei com o livro" Uma Infelicidade Maravilhosa" de Boris Cyrulnik, estanquei. Do autor pouco ou nada sabia. A antítese dos conceitos não me permitiam a concordância. Desconfiei, mas instintivamente peguei no livro, na certeza que após breve leitura, um sorriso de descrédito me confirmasse o que assegurava: nunca a infelicidade poderia ser válida a ponto de se adjectivar de maravilhosa.Charmar-lhe-ia dolorosa aprendizagem, nunca título que se aliasse à Alice no seu mundo. Que disparate!
De pé, li. Currículo do autor interessante, bibliografia magnífica. Interessei-me e comprei.
Relatos de gente (sobretudo crianças), que perante a desconstrução de seu quotidiano encontraram a força para enfrentar e superar a adversidade com a coragem dos heróis.
Verdadeiras epopeias psíquicas que transformam o caos e o desequilíbrio num estado maior de força e de triunfo certos. Resiliência. Foi nesta altura, que a palavra carcinoma me ferrava a bisturi o corpo e a alma, que contactei com o conceito e percebi, na prática, que é possível aplicá-lo." O sobrevivente é um herói culpado por ter morto a morte".
quinta-feira, julho 26, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007

Sonho
terça-feira, julho 24, 2007

Do fundo da gaveta...(2)
segunda-feira, julho 23, 2007

domingo, julho 22, 2007

Interiores da noite...( má língua)
sábado, julho 21, 2007

terça-feira, julho 17, 2007
Do fundo da gaveta...(1)segunda-feira, julho 16, 2007

Post embrionário não publicado a 10 de Junho
Passa-se pelo dia como quem vai ali e já vem! Jangada de pedra sem rumo, ou então, com os descobridores de caminhos desconhecendo dos astrolábios os segredos da navegação. Palas nos olhos e toca andar que a onda vai nesta direcção.
Adenda:
Depois das eleições por Lisboa e da vergonhosa abstenção, não me choca nada que se leia isto:"Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha". Aliás, há muito que me sinto lá. Quem não exerce a cidadania não merece outra coisa!
domingo, julho 15, 2007

Aos extremos sou adversa, aos caprichos sem propósito retiro-me, aos impulsos descontrolados olho de soslaio. Reservo dificuldade em entender o descontrolo. Aplaino filtros de malhas precisas mas arremelgo os olhos quando pressinto egos fora do tónus, com recorrência a vitaminoses de soberba, de exagero, de prepotência, de bicos de pés sem ponta por onde se pegue. Centros umbilicais causam-me enfado. Retiro-me. Serei calma na frontalidade assertiva, das palavras ditas na procura do encontro com o outro, na capacidade de rir das fraquezas assumidas sem moléstia de dor.
Lavam-me os pés, para meu desconcerto, pegam-me na planta dos mesmos e, em toques, localizam-me órgãos em reflexologia que desconheço. Só sinto alfinetadas onde a calma se acaba e começa o cansaço de ser calma. Alerta a precisar de meditação.
sábado, julho 14, 2007

Por que cantadas em loiras nao dão certo???
(LOIRA) - Quer comprar um igual pra fazer um tapete? Eu te indico a loja...
(MALANDRO) - Meu coração disparou quando eu te vi!

sexta-feira, julho 13, 2007
quinta-feira, julho 12, 2007

Uma vida guardando dentro e fora de nós tudo o que nos fez assim e não diferentes. Reminiscências de um passado-presente, pela importância , pelo mérito ou desmerecimento tal, que cravou à nossa passagem uma marca inalterável pelo tempo. Sinais distintos no correr dos dias e da vida.
Aqui sentada, ouço o vento que varre a planície, neste dia ainda quente. Insiste, hoje, em mostrar a sua força, ensaiando uivos para mostras vindouras. A folhagem das árvores, desnorteada, murmura segredos de dor e de esperança.
Vento que me traz um tímido e longínquo cantar de galo, como se de um garnisé se tratasse. Rapidamente recuo na máquina do tempo instalada no memorial afectivo.
A casa da madrinha. Visitada nas tardes de sábado ou de domingo. Outeiros menos urbanos, então. Espaços bucólicos, onde a liberdade de acção e de descoberta me era entregue de mão-beijada sem repreensões de maior. Menina na casa de filho-homem perdido. Alegria bem-vinda e acolhida entre beijos e aclamações de extremados afectos, para meu regalo e aprovação.
Entre tanques de rega e campos cultivados me perdia, brincando com tudo e com nada. Brinquedos inventados na urgência de quem se diverte com as coisas simples que a natureza oferece a quem tem tempo de a observar.
Pela tardinha, o galo cantava. Canto grave e roufenho como se o cansaço da lide e do tagarelar da capoeira lhe retirasse a limpidez da voz, ao fim do dia. E aquela coisa espantosa que me acontecia em simultâneo" Madrinha, cheira-me aqui a pão fresco!"Entre risos e abraços preparava-se o lanche com compotas, que tu tão bem sabias fazer.
Sentada entre estendais e os últimos raios de sol, saboreava a merenda e os dias de felicidade ingénua e plena que me enchiam de tranquilidade e de paz.
Madrinha, ouvi o galo cantar! Cheira-me aqui a pão fresco!
quarta-feira, julho 11, 2007

Momentos inacabados
terça-feira, julho 10, 2007

segunda-feira, julho 09, 2007

domingo, julho 08, 2007

quinta-feira, julho 05, 2007

Ponho o "cavalo" no estábulo e ajeito-lhe ração de ânimo. Amanhã recomeçamos. Agora é tempo de sentir.
quarta-feira, julho 04, 2007

Obrigada Xantipa!
Tenho andado tão arredada da blogosfera que só agora reparei que tinha um prémio! A Senhora Sócrates atribuiu a este modesto blog um molho de grelos que sinto alguma relutância em aceitar, pela invisibilidade a que me remeti, ultimamente. Do gosto pela escrita não me safo é verdade e que ela me tem acompanhado no meu dia a dia também. Só que noutras andanças que da escola não são alheias. Há quase duas semanas que vi as minhas crianças dizerem-me adeus entre abraços e sorrisos e promessas de saudades já sentidas e, no entanto, presencio as minhas tarefas a grelarem no tempo, numa desdobra de mim que tem sido difícil de gerir. Coisas de professora "quase" titular, sobre quem recaem cargos e mais cargos que se abraçam na responsabilidade e dela se alimentam.
Cuido da horta como posso e dos vegetais perfilho o paladar, excepção feita aos ditos humanos que me enfadam na ausência de fotossíntese cerebral.
Pois, está entregue o ramalhete dos grelos e, agora tenho de nomear cinco mulheres, com blogues não colectivos, ( vai ser difícil, porque já estão quase todas aqui da lista ao lado servidas... meritoriamente) e enviar para o blogue com grelos.
Encaminho o prémio para: Once in a while, Serendipity, Fábulas, Estes Momentos e Leonoreta.
«O Prémio "Blogue com grelos" premeia mulheres que, na sua escrita, para além de mostrarem uma preocupação pelo mundo à sua volta, ainda conseguem dar um pouco de si, dos seus sentires e com isso tornar mais leve a vida dos outros. Mulheres, mães, profissionais que espalham a palavra de uma forma emotiva e cativante. Que nos falam da guerra mas também do amor. A escrita no feminino, em toda a net lusófona tem que ser distinguida»







