Simplex 333
segunda-feira, agosto 20, 2007
La Faute à Fidel
"Anna tem 9 anos e uma vida é simples, ordeira e de hábitos instalados. Uma vida que decorre confortavelmente, entre Paris e Bordéus.Mas eis que entre 1970 e 1971, o compromisso político assumido por seus pais, da extrema esquerda, muda a vida de Anna.Primeiro, o seu tio, comunista e envolvido na luta contra o regime de Francisco Franco, desaparece, possivelmente assassinado pela guarda-civil espanhola.Posteriormente, após uma viagem ao Chile, durante a presidência de Salvador Allende, Marie e Fernando (os pais de Anna) decidem por em prática as suas ideias políticas.Termina assim a tranquilidade na casa dos arredores de Paris, que começa a ser visitada por camaradas "vermelhos e barbudos", por pessoas que sonham com a Revolução de Fidel Castro. Termina a época da educação religiosa e, sobretudo, a calma que caracterizava a vida da menina".
(Julie Gravas, realizadora do filme, é filha de Constantin Costa Gravas).
Queria muito ver este filme. Entre outras moticações, por viver numa terra que entregou a vida de muitos dos seus filhos a causas que na base da ideologia se desprendia dos valores materiais individuais para abraçarem a luta por um bem estar colectivo. Superiodade moral a que me curvo respeitosamente, acreditando que os princípios impulsionadores foram alavancas e motor de arranque para a democracia em Portugal. Com todos os erros e desilusões "Hasta siempre".

Que se calcem de sonho e de poesia
Miguel Torga
domingo, agosto 19, 2007

sábado, agosto 18, 2007

Sou da paz! Cheguei agora de férias, ainda sinto a areia e o sal a inquietarem-me a pele! As expectativas para férias foram superadas o que engoda a vontade de bisar, as do regresso aumentadas pelas gargalhadas blogosféricas, entremeadas de humores neo-liberais a inquinar-me o capital humano, num prurido subcutâneo que me encaminha para regime de lay-off sob o comando apertado desta gerência.
Há um ano iniciei esta faceta pública de divulgação do que amiúde me apetecia escrever. Saiu da gaveta este prazer por escrevinhar, sem expectativas de maior. Um prazer avulso entre prazeres. Durante seis meses naveguei sem piratarias oclusas descobrindo pares que seleccionava conforme a sensibilidade. Escrevia sem esperar que muita gente me lesse já que não havia links para retribuir(?). Surgiu uma lista diversificada que se alinha agora aqui do lado direito. A maioria que leio não me lê, mas não é isso que me retira motivação nesta esfera. Gosto de quem escolhi e visito-os sempre na perspectiva de que nem sempre com eles concordo, mas o respeito pelo seu espaço e opinião faz com que na divergência não me perca nos caminhos da irascibilidade e inoportunidade. Todos os comentários são valorosos, mesmo quando o escárnio escorre pelas letras há ainda a graça e a inteligência a salvarem o jeito pirata.
terça-feira, agosto 14, 2007

quarta-feira, agosto 08, 2007
sábado, agosto 04, 2007

sexta-feira, agosto 03, 2007
quinta-feira, agosto 02, 2007

quarta-feira, agosto 01, 2007
Da menina crescida em berço de campo olho as memórias dos tempos perdidos entre achados momentos telúricos. O sabor da terra quente, sentido no lamaçal inventado, sabia a ervas de verdade com flores por descobrir em herbários futuros. Chupar o caule das azedas à mistura com deliciosas flores de marmeleiro era manjar de pequena gourmet, adocicado na brincadeira partilhada, percorrida entre hortas desenhadas em esquadrias sábias da enxada e jardins de intenso cheiro a buxo, trazendo a magia da descoberta.
Motricidade trabalhada na global interacção com o espaço, sentida nos arranhões,nos joelhos esfolados, nas lascas invasivas, nas unhas que subiam as árvores como garras de felino. Ao fim do dia, mugia-se dos limões suco que arredasse sujidade em unhas de carvoeira. No Verão, ao calor expunha cabeça que do chapéu só via serventia para assento, e a cor da pele trigueira metia a mana em apuros" Mãe, vou lavar a Ti com lixívia". Corre-corre de gargalhadas e de sermões.
Quem se servia das unhas desta maneira a elas não dava valor comestível. Nunca dei, nem dou! Aos conselhos empenhados para não roer as unhas, aqui fica escrito, por linhas tortas, que não as roo, senão para figura de estilo aplicada a estados de alma. Não sendo as mesmas amêndoas perfeitas, andam sempre no tamanho certo que não me empate afazeres de meter a mão na massa. Aparadas de peles que rejeito, assim como de vernizes de cores, resplandecem brilho suave que olhos conhecedores sabem dos segredos da manicure ser a base, que em duplicada camada, me chega. Tomaria eu desdizer igualmente vício que as amarelam. Mas um dia destes saberão dessa pequena vitória.
segunda-feira, julho 30, 2007

domingo, julho 29, 2007

Sun-tarém
Na madrugada do dia 15, depois do sono ter vencido as sentinelas, que se encontravam nos postos de vigia, Mem Ramires e os seus homens entraram no burgo e sem grandes dificuldades, tomaram Santarém.
sábado, julho 28, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Quando há alguns anos me deparei com o livro" Uma Infelicidade Maravilhosa" de Boris Cyrulnik, estanquei. Do autor pouco ou nada sabia. A antítese dos conceitos não me permitiam a concordância. Desconfiei, mas instintivamente peguei no livro, na certeza que após breve leitura, um sorriso de descrédito me confirmasse o que assegurava: nunca a infelicidade poderia ser válida a ponto de se adjectivar de maravilhosa.Charmar-lhe-ia dolorosa aprendizagem, nunca título que se aliasse à Alice no seu mundo. Que disparate!
De pé, li. Currículo do autor interessante, bibliografia magnífica. Interessei-me e comprei.
Relatos de gente (sobretudo crianças), que perante a desconstrução de seu quotidiano encontraram a força para enfrentar e superar a adversidade com a coragem dos heróis.
Verdadeiras epopeias psíquicas que transformam o caos e o desequilíbrio num estado maior de força e de triunfo certos. Resiliência. Foi nesta altura, que a palavra carcinoma me ferrava a bisturi o corpo e a alma, que contactei com o conceito e percebi, na prática, que é possível aplicá-lo." O sobrevivente é um herói culpado por ter morto a morte".
quinta-feira, julho 26, 2007






