sexta-feira, agosto 03, 2007
quinta-feira, agosto 02, 2007

quarta-feira, agosto 01, 2007
Da menina crescida em berço de campo olho as memórias dos tempos perdidos entre achados momentos telúricos. O sabor da terra quente, sentido no lamaçal inventado, sabia a ervas de verdade com flores por descobrir em herbários futuros. Chupar o caule das azedas à mistura com deliciosas flores de marmeleiro era manjar de pequena gourmet, adocicado na brincadeira partilhada, percorrida entre hortas desenhadas em esquadrias sábias da enxada e jardins de intenso cheiro a buxo, trazendo a magia da descoberta.
Motricidade trabalhada na global interacção com o espaço, sentida nos arranhões,nos joelhos esfolados, nas lascas invasivas, nas unhas que subiam as árvores como garras de felino. Ao fim do dia, mugia-se dos limões suco que arredasse sujidade em unhas de carvoeira. No Verão, ao calor expunha cabeça que do chapéu só via serventia para assento, e a cor da pele trigueira metia a mana em apuros" Mãe, vou lavar a Ti com lixívia". Corre-corre de gargalhadas e de sermões.
Quem se servia das unhas desta maneira a elas não dava valor comestível. Nunca dei, nem dou! Aos conselhos empenhados para não roer as unhas, aqui fica escrito, por linhas tortas, que não as roo, senão para figura de estilo aplicada a estados de alma. Não sendo as mesmas amêndoas perfeitas, andam sempre no tamanho certo que não me empate afazeres de meter a mão na massa. Aparadas de peles que rejeito, assim como de vernizes de cores, resplandecem brilho suave que olhos conhecedores sabem dos segredos da manicure ser a base, que em duplicada camada, me chega. Tomaria eu desdizer igualmente vício que as amarelam. Mas um dia destes saberão dessa pequena vitória.
segunda-feira, julho 30, 2007

domingo, julho 29, 2007

Sun-tarém
Na madrugada do dia 15, depois do sono ter vencido as sentinelas, que se encontravam nos postos de vigia, Mem Ramires e os seus homens entraram no burgo e sem grandes dificuldades, tomaram Santarém.
sábado, julho 28, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Quando há alguns anos me deparei com o livro" Uma Infelicidade Maravilhosa" de Boris Cyrulnik, estanquei. Do autor pouco ou nada sabia. A antítese dos conceitos não me permitiam a concordância. Desconfiei, mas instintivamente peguei no livro, na certeza que após breve leitura, um sorriso de descrédito me confirmasse o que assegurava: nunca a infelicidade poderia ser válida a ponto de se adjectivar de maravilhosa.Charmar-lhe-ia dolorosa aprendizagem, nunca título que se aliasse à Alice no seu mundo. Que disparate!
De pé, li. Currículo do autor interessante, bibliografia magnífica. Interessei-me e comprei.
Relatos de gente (sobretudo crianças), que perante a desconstrução de seu quotidiano encontraram a força para enfrentar e superar a adversidade com a coragem dos heróis.
Verdadeiras epopeias psíquicas que transformam o caos e o desequilíbrio num estado maior de força e de triunfo certos. Resiliência. Foi nesta altura, que a palavra carcinoma me ferrava a bisturi o corpo e a alma, que contactei com o conceito e percebi, na prática, que é possível aplicá-lo." O sobrevivente é um herói culpado por ter morto a morte".
quinta-feira, julho 26, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007

Sonho
terça-feira, julho 24, 2007

Do fundo da gaveta...(2)
segunda-feira, julho 23, 2007

domingo, julho 22, 2007

Interiores da noite...( má língua)
sábado, julho 21, 2007

terça-feira, julho 17, 2007
Do fundo da gaveta...(1)segunda-feira, julho 16, 2007

Post embrionário não publicado a 10 de Junho
Passa-se pelo dia como quem vai ali e já vem! Jangada de pedra sem rumo, ou então, com os descobridores de caminhos desconhecendo dos astrolábios os segredos da navegação. Palas nos olhos e toca andar que a onda vai nesta direcção.
Adenda:
Depois das eleições por Lisboa e da vergonhosa abstenção, não me choca nada que se leia isto:"Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha". Aliás, há muito que me sinto lá. Quem não exerce a cidadania não merece outra coisa!
domingo, julho 15, 2007

Aos extremos sou adversa, aos caprichos sem propósito retiro-me, aos impulsos descontrolados olho de soslaio. Reservo dificuldade em entender o descontrolo. Aplaino filtros de malhas precisas mas arremelgo os olhos quando pressinto egos fora do tónus, com recorrência a vitaminoses de soberba, de exagero, de prepotência, de bicos de pés sem ponta por onde se pegue. Centros umbilicais causam-me enfado. Retiro-me. Serei calma na frontalidade assertiva, das palavras ditas na procura do encontro com o outro, na capacidade de rir das fraquezas assumidas sem moléstia de dor.
Lavam-me os pés, para meu desconcerto, pegam-me na planta dos mesmos e, em toques, localizam-me órgãos em reflexologia que desconheço. Só sinto alfinetadas onde a calma se acaba e começa o cansaço de ser calma. Alerta a precisar de meditação.
sábado, julho 14, 2007

Por que cantadas em loiras nao dão certo???
(LOIRA) - Quer comprar um igual pra fazer um tapete? Eu te indico a loja...
(MALANDRO) - Meu coração disparou quando eu te vi!




