Chega de touradas!
sexta-feira, dezembro 22, 2006
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Miguel AcevedoEu até nem gosto de touradas!
Segundo Valter Lemos, o encerramento destas escolas assentará em dois critérios: ou terem menos de 20 alunos e uma taxa de sucesso escolar inferior à média nacional, ou então possuírem menos de 10 alunos.
O governante acrescentou que foram estes mesmos critérios que levaram ao encerramento, em 2005/2006, de 1.500 escolas primárias em 212 concelhos portugueses.
Dados hoje divulgados pelo Ministério da Educação (ME) dão conta que estas 1.500 escolas acolhiam um total de 11 mil alunos, que foram transferidos para 847 escolas «acolhedoras».
Para uma escola poder ser considerada «acolhedora» tem que funcionar em regime normal (de manhã e de tarde), garantir almoço e assegurar transportes."
terça-feira, dezembro 19, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006

Há muito que o galo cantou!
Pensam que eu continuo a dormir?! Não! Sabem o que são Planos de Acompanhamento, Planos de Recuperação, Adaptações Curriculares, PEI(s), PE(s), avaliações, Gráficos de Aproveitamento, Mapas de Leite Escolar,Mapas de Registo de Faltas de professores e Auxiliares de Acção Educativa, Relatórios de Turma, reuniões ordinárias e extraordinárias...? Então é por aí que eu ando!
sábado, dezembro 16, 2006
_"Manolito"!..."Susanita"! Por que é que vocês não estão nem aí para os destinos do mundo?!
Com dedos de larápio raptei este post. Aqui ficam as desculpas. É por uma boa causa. Pode assinar a petição contra a TLEBS aqui.quarta-feira, dezembro 13, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
domingo, dezembro 10, 2006

Notícia que devia ter sido lida há 50 anos
"Pinochet faleceu devido a um enfarte e a um edema pulmonar às 17h15 (hora de Lisboa) no Hospital Militar, em Santiago do Chile. A informação foi avançada pelas autoridades hospitalares. “Ele morreu rodeado da sua família”, disse o médico Juan Ignacio Vergara".
Morreu acompanhado da família. O mesmo não poderão dizer dos milhares que matou e dos quais... muitos, nem sequer conseguiram ser resgatados pelos seus familiares.
Tem o nome encharcado pelo sangue que fez derramar!
sábado, dezembro 09, 2006

Ainda me lembro. O melhor presente que tive foi sem dúvida aquela flóber.Toda a garotada da terra colaborou no meu entusiasmo. Íamos para o campo, pam pam, pardal aqui, pam pam, pardal ali.
A única arrelia que tive com ela foi quando um dia, sem querer, pam, acertei em cheio na tia Albertina.
Para castigo não me deixaram ir ao enterro.
Mário-Henrique Leiria

sexta-feira, dezembro 08, 2006
Beryl CookMacacadas
Carolina, não havia necessidade! Podias-nos poupar dos pormenores que sabíamos férteis em declives escabrosos.
domingo, dezembro 03, 2006
Estes sapatos roeram-me os pés
chegou a hora de eu roer os sapatos!
sexta-feira, dezembro 01, 2006

Restauração do 30 de Novembro de 1640
Num exercício de profundíssima introspecção, hoje tentei perceber o sabor que a nossa vida teria se ainda hoje fôssemos espanhóis. Saí de casa com este sentir e com o olho atento ao que ia fazer: compras. Sinal de subtracção de dinheiro. Na carteira os poucos euros tinham cara e coroa de D. Juan Carlos. Não havia dúvida estava a correr bem! Podia continuar a esforçar-me, pois tudo estava a meu favor.
Passo pelo Corte Inglês cá do sítio, mas não entro, vou para o comércio tradicional, sentir a cidade, imaginá-la há 400 anos. Numa das praças principais espero dar fé a todas as bancas, regatear, sentir odores perdidos nas memórias escritas, rir exageradamente com grupos de animação burlesca, assistir a brigas com arruaceiros dados à pilhagem de galináceos, reconhecer as pegadas dos Filipes por terras lusitanas...o descontentamento, a revolta no ar... fecho os olhos, vou dobrar a esquina.
Hei-la à minha frente!
ZARA... BERSKA... MANGO... STRADIVARIUS... CELTA...CORTEFIEL...não ouso olhar mais. Recuo...espreito de novo.
BANESTO...SANTANDER...BANCO BILBAO VIZCAYA...!Meu Deus estou em Espanha, vivo como espanhola!
Perdi-me nas horas. Preciso de levar pelo menos a fruta. Comprei à pressa o que me pareceu ter bom aspecto...tão tarde, o peixe para grelhar! Olho de relance para as etiquetas do supermercado. A fruta também é espanhola...que maçada, não posso voltar atrás! Fartei-me do exercício a que me tinha proposto.
No regresso, roo uma maçã para o caminho, entretendo o estômago e as mãos sem cigarro. Não sabe a nada...puxo pela água do LUSO e bebo...bebo, até me sentir saciada!
quarta-feira, novembro 29, 2006
Espantalhos NacionaisQuando eu era criança, percebi pela primeira vez como os pássaros deviam ser tolos quando vi o meu primeiro espantalho. Como é que o comportamento dos pássaros podia ser tão radicalmente afetado por algo que é evidentemente uma fraude?
Hoje ainda me interrogo, não sobre o medo infligido aos pássaros pelos espantalhos, mas como é possível que a certos figurões ainda se dê crédito !
segunda-feira, novembro 27, 2006
domingo, novembro 26, 2006

O homem em eclipse
Ora foi que certo dia
o homem eclipsou-se
a data digam a data
a datazinha faz favor
qual data foi por decreto
que a gente se eclipsou
foi só manobra espertice
um dois três e pronto é noite
que nem a lua apareça
seja de que lado for
Uns seguraram-se logo
eram espertos bem se viu
outros cairam ao mar
com cabeça pernas e tudo
quanto a mim perdi a calma
fiquei desaparafusado
tradição cultura estilo
certeza amigos fatiota
tudo fora do seu sítio
um desaparafuso terrível
Segurem-me camaradas
sinto pernas a boiar
cheiro fantasmas enxofre
estou aqui mas posso voar
o parafuso da língua
vai partido vai saltar
agarrem-me! agarra!
pronto
pari o mais leve que o ar
Mário Cesariny
quinta-feira, novembro 23, 2006
Maria Albertina"Natural de Ovar, onde nasceu em 1909 ou 1912 (consoante as fontes consultadas), Maria Albertina foi uma das muitas cantadeiras de excelente voz que, por motivos tantas vezes inexplicáveis, nunca chegou a grande vedeta.Esta artista nortenha viveu no Porto a sua adolescência e só em Lisboa iniciou a sua carreira artística. Vinda dos retiros, estreou-se nos palcos do teatro ao lado de Berta Cardoso e Maria das Neves, em 1930, na opereta História do Fado, e participou em várias operetas, entre as quais Coração de Alfama, de 1935. Na revista, o seu maior sucesso é o Fado da Sardinha Assada, da revista de 1934, Sardinha Assada. Chega a ser cabeça de cartaz na revista O Dia da Espiga, de 1943, mas abandona o palco, dedicando-se a cantar nas casas típicas, sendo uma apreciada fadista com uma carreira que se prolongou até ao anos setenta. Chegou a fazer parte do elenco da casa de fados de Lucília do Carmo, o Faia.Como era habitual nos anos trinta e quarenta, actuou também em várias digressões brasileiras e foi considerada uma das melhores intérpretes de marchas populares lisboetas, uma ironia para alguém natural do Norte! Mãe do popular locutor televisivo Cândido Mota, Maria Albertina faleceu em 1984. "

La sede dell'Accademia Albertina
Anche se il nome di "Albertina" rimanda a Carlo Alberto di Savoia, a cui si deve la decisiva "rifondazione" dell'Accademia nel 1833, le origini di questa sono molto più remote, tanto che l’Accademia torinese si può considerare una delle più antiche d’Italia.
L'Accademia Albertina è situata nell'antica "Isola di S. Francesco da Paola", sede dell'omonimo convento annesso alla chiesa tuttora esistente, la cui facciata si trova su quella che si chiamava allora "Contrada di Po", e che la toponomastica attuale designa come via Po.
L'imponente facciata disegnata da Talucchi occupa per intero il lato est dell'isola, e si prolunga in una ulteriore manica a sud, ospitando oggi, oltre a numerose Scuole dotate di ampi spazi, la ricca Biblioteca Storica e la pregevole Pinacoteca, estendendosi per ben cinque piani fuori terra."
quarta-feira, novembro 22, 2006

Fundado em 1776 pelo duque Herzog Albert de Saxe-Teschen, a coleção contem mais de 1 milhão cópias e 60.000 desenhos.

Maria Albertina
Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
que é bem cheiinha e muito moreninha (repetir)
Os Humanos( Camané)
segunda-feira, novembro 20, 2006

Albertina
ou O insecto-insulto ou O quotidiano recebido como mosca
O poeta está
só,completamente só.
Do nariz vai tirando alguns minutos
De abstracção,alguns minutos
Do nariz para o chão
Ou colados sob o tampo da mesa
Onde o poeta é todo cotovelos
E espera um minuto que seja de beleza.
Mas o poeta
é aos novelos;
Mas o poeta já não tem a certeza
De segurar a musa,aquela
Que tantas vezes arrastou pelos cabelos...
A mosca Albertina,
que ele domesticava,
Vem agora ao papel,com um insecto-insulto,
Mas fingindo que o poeta a esperava...
Quase mulher
e muito mosca,
Albertina quer o poeta para si,
Quer sem versos o poeta.
Por isso fica,mosca-mulher,por ali...
-Albertina!,deixa-me
em paz,consente
Que eu falhe neste papel tão branco e insolente
Onde belo e ausente um verso eu sei que está!
-Albertina!,eu
quero um verso que não há!...
Conjugal,provocante,moreno
e azulado,
O insecto levanta,revoluteia,desce
E,em lugar do verso que não aparece,
No papel se demora com um insulto alado.
E o poeta
sai de chofre,por uns tempos desalmado...
Alexandre O'Neill
sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006

Notícias do beco(3)-Mails
Reparem no estado a que chegou a minha caixa de correio!Não tivesse eu dois gigas de espaço para armazenar tanta correspondência e, as cartas atapetariam a vizinhança. Fico espantada com os novecentos mails que tenho por abrir e que certamnete nunca mais lerei. Desculpas públicas a quem tão carinhosamente mos envia. Apresentem reclamação à Lurdinhas. Tempo livre? Só para dormir.Mas pouco! Se houver, neste momento, professores que estejam a fazer menos de 40 horas semanais dentro da escola, apresentem-se.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Vêmo-los nascer. Bolinhas de pêlo com olhos ternos.Chichis por todo o lado, cocós por aqui e por ali, esfregona na mão, ralhete pronto na ponta da língua e eles de rabinho a dar a dar vêm ter connosco prazenteiros e descarados e nós...rendêmo-nos!
quarta-feira, novembro 15, 2006

Metafísica
...Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando....
Álvaro de Campos ( Tabacaria)
domingo, novembro 12, 2006

Notícias do Beco (1)

Notícias do Beco (2)
As minhas cegonhas voltaram. Sem o filhote. Segundo especialista da área já deve ter ido para a tropa ou então foi ver o Gato Fedorento e foi raptado pela Floribela.

Vamos ...é domingo!
Vamos a hacer limpieza general
Vamos hacer limpieza general
y vamos a tirar todas las cosas
que no nos sirven para nada, esas
cosas que ya no utilizamos , esas
otras que no hacen más que coger polvo
las que nos hacen daño, ocupan sitio
o no quisimos nunca tener cerca.
Vamos a hacer limpieza general
o, mejor todavia, una mudanza
que nos permitea abandonar las cosas
sin tocarlas siquiera, sin mancharnos
dejándolas donde han estado siempre;
vamos a irmos nosotros, vida mia,
para empezar a acumular de nuevo.
O vamos a prenderle fuego a todo
y a quedarnos en paz, con esa imagen
de las brasas del mundo ante los ojos
y con el corazón deshabitado.
* Para um casal de amigos
Amalia Bautista
sábado, novembro 11, 2006
S. Martinho- da lenda à vida
«Martinho de Tours (São) -Bispo de Tours (n. actual Szambatkely, Hungria, 316 ou 317- m. Candes, França, 8.11.397).
Filho de um oficial do exército romano e nascido num posto militar fronteiriço, após estudos humanísticos, em Pavia, aos 16 anos entrou para o exército quando já a sua vontade o inclinava a fazer-se monge (aos 10 anos inscrevera-se como catecúmeno).
Em breve ganhou fama de taumaturgo.Em Amiens, provavelmente em 338, durante uma ronda nocturna no rigor do Inverno encontrou um pobre seminu: não tendo à mão dinheiro para lhe valer, com a espada dividiu ao meio a sua clâmide que repartiu com o desconhecido.
Na noite seguinte, em sonhos, viu Jesus, que disse:"Martinho, apesar de somente catecúmeno, cobriu-me com a sua capa."
Recebeu o baptismo na Páscoa de 339, continuando como oficial da guarda imperial até aos 40 anos. Abandonando a vida castrense, foi ter com Sto. Hilário de Poitiers, que lhe conferiu ordens sacras e lhe deu possibilidade de levar vida monacal: nasceu, assim, o famoso Mosteiro de Ligugé.
Eleito, por aclamação, bispo de Tours, foi sagrado provavelmente a 4.7.371.Ardente propagador de fé, fundou, em Marmoutier, um mosteiro donde sairam notáveis missionários e reformadores. Demoliu templos pagãos e levantou mosteiros como sustentáculos da evangelização.
Humilde e pacífico, manteve a sua independência perante o abuso da autoridade civil.O fascínio das suas virtudes radicadas na generosidade do seu zelo, na nobreza de caracter e, sobretudo, na sua bondade ilimitada mantida para alem da morte na prodigalidade dos seus milagres, magnificamente descritas pelo seu discipulo Sulpício Severo, fez com que S. M. T. fosse durante muitos séculos o santo mais popular da Europa Ocidental. A sua memória litúrgica é a 11 de Novembro.»
Oliveira, Alves de- "Martinho de Tours (São)", Enciclopédia Luso- Brasileira de Cultura, vol. 13 (Editorial Verbo)
sexta-feira, novembro 10, 2006

Mário Viegas
quinta-feira, novembro 09, 2006

Je vous parle d'un temps
Jusque sous nos fenętres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est la qu'on s'es connu
Moi qui criat famine
La bohčme, la bohčme
Nous étions quelques uns
Nous ne cessions d'y croire
Contre un bon repas chaud
Nous récitions des vers
Groupés autour du poęle
En oubliant l'hiver
La bohčme, la bohčme
La bohčme, la bohčme
Et nous avions tous du génie
Et nous avions tous du génie
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'asseyait enfin
Qu'on s'asseyait enfin
Devant un Café-Creme
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie
Et qu'on aime la vie
La bohčme, la bohčme
Ça voulait dire on a vingt ans
Et nous vivions de l'air du temps
La bohčme, la bohčme
Et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours
Je m'en vais faire um tour
Je ne reconnais plus
A mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui out vu ma jeunesse
En haut dún escalier
haut dún escalier
Je cherche l'atelier
Dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Montmartre semble triste
et les lilas sont morts
La bohčme, la bohčme
La bohčme, la bohčme
La bohčme, la bohčme
Ça ne veut plus rien dire du tout
segunda-feira, novembro 06, 2006

Golegã
Perde-se no tempo a tradição da Feira Nacional do Cavalo, na Golegã. A pacata vila ribatejana anima-se ao longo de uma semana, albergando milhares de amantes da arte equestre e curiosos visitantes, com a nostalgia do afã da lezíria, doutros tempos. As casas senhoriais abrem-se em festa exibindo resquícios de uma fidalguia marialva enquistada entre a opulência e o bafio.
Coches... carruagens... amazonas, com garbo, trajando à portuguesa e à espanhola... homens metidos em fatos ajustados numa aprumada elegância de toureio, pouco conciliadora com protuberâncias, bandulhos e panças ...chapéus, esporas, chicotes, plainas, safões, abotoaduras... desfiles de moda inalteráveis e afirmados pelos costumes que não os deixam desabitados.
Várias modalidades desportivas se põem em evidência. Organizam-se ralies, raids, jogos equestres, campeonatos, maratonas de carruagens, exibições, concursos, exposições... onde toda a classe de cavaleiros e condutores pode ter cabimento e onde o público mais variado encontra motivo de distracção.
E no centro de tudo isto está a beleza dos enormes atributos do cavalo! A nobreza, a altivez, a inteligência, o porte...predicados que se aliam à excelência e ao apuro com que as coudelarias nacionais vão sabendo preservar as raças, em especial a do cavalo lusitano.
Na Golegã, por estes dias, os carros são substituídos por cavalos e cavaleiros...em cada casa uma tasca.Cocheiras atulhadas, cavalariças e boxes improvisadas, todo o espaço é pouco para dar guarida condigna ao belo quadrúpede.
Entre brumas de chuva e alveiradas de tradição, mescla-se o ar com o cheiro das castanhas assadas e excrementos do digno animal, numa profusão quente de aromas agridoces que nos remontam a épocas medievais.
Que o Tejo se acalme de inundações para que o acesso à vila ribeirinha não tire o prazer aos potenciais visitantes, que no Dique dos Vinte, alagado, encontram obstáculo natural a esta festa que do S. Martinho é cativa.
domingo, novembro 05, 2006

Tanto mar
























