reflexos de vida no silêncio espelhado da água. fragas de vidro em descontinuidades do olhar ...

segunda-feira, novembro 27, 2006

O Fado- Malhoa
E há dias assim... em que me sinto infinitamente portuguesa.
Fernando Pessoa dizia que "o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja, porque somos um grande povo de heróis adiados".

domingo, novembro 26, 2006

Cecilia Bartoli - Rinaldo - Lascia ch'io pianga



O homem em eclipse


Ora foi que certo dia
o homem eclipsou-se
a data digam a data
a datazinha faz favor
qual data foi por decreto
que a gente se eclipsou
foi só manobra espertice
um dois três e pronto é noite
que nem a lua apareça
seja de que lado for
Uns seguraram-se logo
eram espertos bem se viu
outros cairam ao mar
com cabeça pernas e tudo
quanto a mim perdi a calma
fiquei desaparafusado
tradição cultura estilo
certeza amigos fatiota
tudo fora do seu sítio
um desaparafuso terrível
Segurem-me camaradas
sinto pernas a boiar
cheiro fantasmas enxofre
estou aqui mas posso voar
o parafuso da língua
vai partido vai saltar
agarrem-me! agarra!
pronto
pari o mais leve que o ar


Mário Cesariny


























Hoje, vou estar por aqui!



quinta-feira, novembro 23, 2006

António Variações - Humanos - Maria Albertina - Sic Noticias

Maria Albertina

"Natural de Ovar, onde nasceu em 1909 ou 1912 (consoante as fontes consultadas), Maria Albertina foi uma das muitas cantadeiras de excelente voz que, por motivos tantas vezes inexplicáveis, nunca chegou a grande vedeta.Esta artista nortenha viveu no Porto a sua adolescência e só em Lisboa iniciou a sua carreira artística. Vinda dos retiros, estreou-se nos palcos do teatro ao lado de Berta Cardoso e Maria das Neves, em 1930, na opereta História do Fado, e participou em várias operetas, entre as quais Coração de Alfama, de 1935. Na revista, o seu maior sucesso é o Fado da Sardinha Assada, da revista de 1934, Sardinha Assada. Chega a ser cabeça de cartaz na revista O Dia da Espiga, de 1943, mas abandona o palco, dedicando-se a cantar nas casas típicas, sendo uma apreciada fadista com uma carreira que se prolongou até ao anos setenta. Chegou a fazer parte do elenco da casa de fados de Lucília do Carmo, o Faia.Como era habitual nos anos trinta e quarenta, actuou também em várias digressões brasileiras e foi considerada uma das melhores intérpretes de marchas populares lisboetas, uma ironia para alguém natural do Norte! Mãe do popular locutor televisivo Cândido Mota, Maria Albertina faleceu em 1984. "


La sede dell'Accademia Albertina

Anche se il nome di "Albertina" rimanda a Carlo Alberto di Savoia, a cui si deve la decisiva "rifondazione" dell'Accademia nel 1833, le origini di questa sono molto più remote, tanto che l’Accademia torinese si può considerare una delle più antiche d’Italia.


L'Accademia Albertina è situata nell'antica "Isola di S. Francesco da Paola", sede dell'omonimo convento annesso alla chiesa tuttora esistente, la cui facciata si trova su quella che si chiamava allora "Contrada di Po", e che la toponomastica attuale designa come via Po.
Su quest'area, e utilizzando in parte l'ala est del chiostro, ad opera di Giuseppe Talucchi fu progettato e realizzato, tra il 1820 e il 1930, l'edificio che ospita ancor oggi l'Accademia Albertina, e che ad essa fu donato sin dal 1833 da Carlo Alberto, nell'ambito della "rifondazione" dell'Accademia stessa da lui voluta e realizzata.

L'imponente facciata disegnata da Talucchi occupa per intero il lato est dell'isola, e si prolunga in una ulteriore manica a sud, ospitando oggi, oltre a numerose Scuole dotate di ampi spazi, la ricca Biblioteca Storica e la pregevole Pinacoteca, estendendosi per ben cinque piani fuori terra."

quarta-feira, novembro 22, 2006


Albertina


"Com sua coleção gráfica famosa, o Albertina é considerado um dos museus os mais importantes no mundo. Aqui, se pode encontrar os estudos dos Hare” e do Klimt do campo de Dürer “das mulheres.
Uma vez os quartos vivos os maiores de Habsburg, o Albertina sentam-se majestosa na extremidade sul do palácio imperial em um dos últimos bastions restantes de Viena.
Fundado em 1776 pelo duque Herzog Albert de Saxe-Teschen, a coleção contem mais de 1 milhão cópias e 60.000 desenhos.

Os trabalhos famosos tais como os Hare do campo de Dürer “” e as “mãos dobradas para estudos do Prayer,” do Rubens das crianças as well as masterworks de Schiele, Cézanne, Klimt, Kokoschka, Picasso e Rauschenberg são mostrados em exhibitions em mudança.

O Albertina possui também uma coleção da arquitetura e uma colecção recentemente criada das fotografias (o newton e Lisette de Helmut modelam, entre outro).

Os quartos do estado dos quartos vivos os maiores da família de Habsburg foram ocupados uma vez pela filha favorita do Empress Maria Theresia, Archduchess Marie-Christine, mais tarde por seu Archduke adotado Karl do filho, vencedor da batalha de Aspern de encontro a Napoleon. Fazer & o Co Albertina caters a seu cada desejo culinary no nível o mais elevado.

Localizado imediatamente ao lado da coleção de Albertina, Café Albertina e o Augustinerkeller oferecem muitos specialties culinary do cuisine Viennese."

Maria Albertina

Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....

Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina

Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....

Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina

Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....

Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina

que é bem cheiinha e muito moreninha (repetir)

Os Humanos( Camané)

segunda-feira, novembro 20, 2006


Albertina

ou O insecto-insulto ou O quotidiano recebido como mosca

O poeta está
só,completamente só.
Do nariz vai tirando alguns minutos
De abstracção,alguns minutos
Do nariz para o chão
Ou colados sob o tampo da mesa
Onde o poeta é todo cotovelos
E espera um minuto que seja de beleza.
Mas o poeta
é aos novelos;
Mas o poeta já não tem a certeza
De segurar a musa,aquela
Que tantas vezes arrastou pelos cabelos...

A mosca Albertina,
que ele domesticava,
Vem agora ao papel,com um insecto-insulto,
Mas fingindo que o poeta a esperava...
Quase mulher
e muito mosca,
Albertina quer o poeta para si,
Quer sem versos o poeta.
Por isso fica,mosca-mulher,por ali...

-Albertina!,deixa-me
em paz,consente
Que eu falhe neste papel tão branco e insolente
Onde belo e ausente um verso eu sei que está!
-Albertina!,eu
quero um verso que não há!...


Conjugal,provocante,moreno
e azulado,
O insecto levanta,revoluteia,desce
E,em lugar do verso que não aparece,
No papel se demora com um insulto alado.
E o poeta
sai de chofre,por uns tempos desalmado...


Alexandre O'Neill

sábado, novembro 18, 2006

Turdus Merula

O merlo é um dissílabo que canta.
E perguntam vocês: mas que te deu hoje para te lembrares do melro, cantado por vozes do Brasil, numa geografia que não é a nossa?
E para vocês meus queridos ( dois ou três amigos que me visitam com a regularidade que me enternece o sorriso) responderei que acordo muitas vezes com o cantar dos melros no meu quintal. Alegra-me ver o seu saltitar e a destreza de voo e o laranja do bico do macho inspira-me na compra de camisolas. Achei na gravura a riqueza melodiosa do canto do melro e quis partilhá-la com vocês. Quando procurava a raíz etimológica da palavra encontrei estes "Cantores bons de bico" e, nem é tarde nem é cedo, experimentei fazer o link ( coisa que me anda a atormentar já há algum tempo, sem sucesso). Então não é que isto resultou! Afinal era tudo tão fácil!
Para mais alguém que passe aqui pelo beco, desculpem estes amadorismos bloguistas ( e os outros também) e esta informalidade no jeito.

sexta-feira, novembro 17, 2006



Que frio!

Pode não parecer, mas estou cheia de frio! Encontrei o casaco mas perdi os sapatos...



Notícias do beco(3)-Mails

Reparem no estado a que chegou a minha caixa de correio!Não tivesse eu dois gigas de espaço para armazenar tanta correspondência e, as cartas atapetariam a vizinhança. Fico espantada com os novecentos mails que tenho por abrir e que certamnete nunca mais lerei. Desculpas públicas a quem tão carinhosamente mos envia. Apresentem reclamação à Lurdinhas. Tempo livre? Só para dormir.Mas pouco! Se houver, neste momento, professores que estejam a fazer menos de 40 horas semanais dentro da escola, apresentem-se.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Virados do avesso por um "vira-latas" qualquer

Vêmo-los nascer. Bolinhas de pêlo com olhos ternos.Chichis por todo o lado, cocós por aqui e por ali, esfregona na mão, ralhete pronto na ponta da língua e eles de rabinho a dar a dar vêm ter connosco prazenteiros e descarados e nós...rendêmo-nos!
Têm vida de príncipes alguns, acarinhados e amados como seres humanos nunca serão. Alinham na brincadeira, e nós temos para eles brinquedos-ossos, brinquedos-bolas... brinquedos-vida são eles que nos escutam, nos interrogam, nos fintam, nos testam, nos chantangiam e nos contagiam com aquela graça quadrúpede que se vai aninhando em nós.
Por eles "perdemos" noites e desdobramo-nos em cuidados: visitas regulares ao veterinário, vacinas em dia, desparasitante embuçado em mimos gastronómicos para alívio deles e nosso . Dos passeios matinais ou de fim do dia fica a compensação de ver a excitação e a alegria desmedida com que nos indicam a porta de saída como se da casa percebessem melhor que nós.
Depois quando sabemos que há quem os abandone, ficamos assim , sem perceber como é que alguém pode ser tão insensível e cruel.

quarta-feira, novembro 15, 2006



Metafísica

...Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando....


Álvaro de Campos ( Tabacaria)

Notícias da escola(1)
A Bárbara de 8 anos escreveu"Quando apanhamos a onda da ternura, a vida fica mais bela".

domingo, novembro 12, 2006


Notícias do Beco (1)

Hoje acordei com um cantar diferente no quintal. Belisquei-me. O céu azul, límpido e sublime,a temperatura quente para esta altura do ano, a humidade relativa do ar morna e... dois papagaios ainda bebés(acho) transportaram-me para paragens tropicais, que não as do meu beco.
Como vieram ali parar aquelas duas lindas criaturas? Quem se livrou delas ou as deixou escapar?
A palmeira centenária, paraceu cumprir ali a sua missão neste quintal.

Notícias do Beco (2)

As minhas cegonhas voltaram. Sem o filhote. Segundo especialista da área já deve ter ido para a tropa ou então foi ver o Gato Fedorento e foi raptado pela Floribela.



Vamos ...é domingo!

Vamos a hacer limpieza general

Vamos hacer limpieza general

y vamos a tirar todas las cosas

que no nos sirven para nada, esas

cosas que ya no utilizamos , esas

otras que no hacen más que coger polvo

las que nos hacen daño, ocupan sitio

o no quisimos nunca tener cerca.

Vamos a hacer limpieza general

o, mejor todavia, una mudanza

que nos permitea abandonar las cosas

sin tocarlas siquiera, sin mancharnos

dejándolas donde han estado siempre;

vamos a irmos nosotros, vida mia,

para empezar a acumular de nuevo.

O vamos a prenderle fuego a todo

y a quedarnos en paz, con esa imagen

de las brasas del mundo ante los ojos

y con el corazón deshabitado.

* Para um casal de amigos

Amalia Bautista

sábado, novembro 11, 2006


Avoir le mal de St. Martin –[ estar com ressaca]
Agora não se esqueçam...!

S. Martinho- da lenda à vida

«Martinho de Tours (São) -Bispo de Tours (n. actual Szambatkely, Hungria, 316 ou 317- m. Candes, França, 8.11.397).

Filho de um oficial do exército romano e nascido num posto militar fronteiriço, após estudos humanísticos, em Pavia, aos 16 anos entrou para o exército quando já a sua vontade o inclinava a fazer-se monge (aos 10 anos inscrevera-se como catecúmeno).

Em breve ganhou fama de taumaturgo.Em Amiens, provavelmente em 338, durante uma ronda nocturna no rigor do Inverno encontrou um pobre seminu: não tendo à mão dinheiro para lhe valer, com a espada dividiu ao meio a sua clâmide que repartiu com o desconhecido.

Na noite seguinte, em sonhos, viu Jesus, que disse:"Martinho, apesar de somente catecúmeno, cobriu-me com a sua capa."

Recebeu o baptismo na Páscoa de 339, continuando como oficial da guarda imperial até aos 40 anos. Abandonando a vida castrense, foi ter com Sto. Hilário de Poitiers, que lhe conferiu ordens sacras e lhe deu possibilidade de levar vida monacal: nasceu, assim, o famoso Mosteiro de Ligugé.

Eleito, por aclamação, bispo de Tours, foi sagrado provavelmente a 4.7.371.Ardente propagador de fé, fundou, em Marmoutier, um mosteiro donde sairam notáveis missionários e reformadores. Demoliu templos pagãos e levantou mosteiros como sustentáculos da evangelização.

Humilde e pacífico, manteve a sua independência perante o abuso da autoridade civil.O fascínio das suas virtudes radicadas na generosidade do seu zelo, na nobreza de caracter e, sobretudo, na sua bondade ilimitada mantida para alem da morte na prodigalidade dos seus milagres, magnificamente descritas pelo seu discipulo Sulpício Severo, fez com que S. M. T. fosse durante muitos séculos o santo mais popular da Europa Ocidental. A sua memória litúrgica é a 11 de Novembro.»


Oliveira, Alves de- "Martinho de Tours (São)", Enciclopédia Luso- Brasileira de Cultura, vol. 13 (Editorial Verbo)